Caio Fernando Abreu

Mestra em Literatura e Crítica Literária (PUC-SP, 2012)
Graduada em Letras (PUC-SP, 2008)

Caio Fernando Abreu nascido no dia 12 de setembro de 1948, em Santiago do Boqueirão – interior do Rio Grande do Sul. Ainda na infância, aos seis anos, escreve o seu primeiro texto, dando início à sua trajetória no universo das Letras. Em 1963, muda-se com sua família para Porto Alegre e três anos depois publica o seu primeiro conto O Príncipe Sapo, na revista Cláudia.

O ano de 1967 marcou o seu ingresso nos cursos de Letras e Artes Cênicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, cursos que não conclui porque acaba focando no jornalismo. Em 1968 passa em um concurso nacional para fazer parte do corpo de redação da revista Veja.

Em 1970 publica Limite Branco, seu romance de estreia. O livro, escrito anos antes, aborda situações conflitantes, questionamentos e angústias elementos que perpassam toda a sua obra.

Ainda na década de 70, Caio segue errante e fugindo da Ditadura Militar. Refugia-se na chácara (em Campinas) da amiga e também escritora Hilda Hilst. Em 1971, muda-se para o Rio de Janeiro e lá trabalha como pesquisador e redator de revistas (Pais e Filhos e Manchete). Em 1973, exila-se na Europa, vivendo em Londres e Estocolmo. No ano seguinte retorna para Porto Alegre e retoma sua carreira literária.

Os seus personagens mergulham fundo na contemporaneidade e trazem à superfície, por meio da tessitura da linguagem poética, o rastro das sombras, a obcessão pela morte e apreço por amor e sexo desenfreados.

Seus textos remontam à origem da poesia, que nasce irmanada à música. Para Caio, o texto deve conter ritmo e som. A música exerce tanta influência em sua escrita que ele chega a admitir que suas grandes inspirações são as canções de Rita Lee e de Cazuza, seu grande amigo.

No ano de 1993, Caio Fernando Abreu escreve crônicas semanais para o jornal O Estado de S. Paulo. No ano seguinte aproveita o espaço que o jornal lhe concede e publica Cartas para Além do Muro, declarando ser portador do vírus HIV. O escritor falece em Porto Alegre, no dia 25 de fevereiro de 1996.

Considerada por muitos estudiosos a melhor obra e a mais popular entre o público, Morangos Mofados (1982) aumenta a projeção e o alcance da escritura literária de Caio Fernando Abreu.

Sua obra se comporta como um flâneur, ou seja, consegue transitar nos mais variados espaços, tempos e realidades. Em seus textos encontramos a voz do negro, a rebeldia dos jovens estudantes, a discussão sexual, o levante do feminismo e a revolução gay.

Obras e Prêmios:

  • O Ovo Apunhalado, 1975 – menção honrosa do Prêmio Nacional de Ficção;
  • O Triângulo das Águas, 1984 - Prêmio Jabuti;
  • Os Dragões Não Conhecem o Paraíso, 1989 – Prêmio Jabuti;
  • As Ovelhas Negras, 1995 - Prêmio Jabuti;
  • A Maldição do Vale Negro, 1988, em conjunto com Luiz Artur Nunes – Prêmio Molière;
  • Onde Andará Dulce Veiga?, 1990, seu último romance – ganhador em 1991 do Prêmio APC de melhor romance do ano, sendo posteriormente adaptado para o cinema.

Referências:

CULTURAL, Itaú. Enciclopédia. Caio Fernando Abreu. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa7402/caio-fernando-abreu>. Acesso em: 18 dez. 2018.

FRAZÃO, Dilva. Caio Fernando Abreu. Escritor e jornalista brasileiro. Disponível em: <https://www.ebiografia.com/caio_fernando_abreu/>. Acesso em: 18 dez. 2018.

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