Deodoro da Fonseca

Filho de Manuel Mendes da Fonseca (1785 - 1859) e Rosa Maria Paulina da Fonseca (1802 - 1873). Seu pai foi tenente-coronel da polícia militar e pertencia ao Partido Conservador. Deodoro tinha duas irmãs e sete irmãos, três dos quais morreram na Guerra do Paraguai: o alferes Afonso Aurélio da Fonseca, o capitão Hipólito Mendes da Fonseca, e o major Eduardo Emiliano da Fonseca.

Deodoro da Fonseca, como o pai, também foi militar e político, tendo cabido a ele o cargo de primeiro presidente do Brasil. Foi ele o responsável pela proclamação da República, no ano de 1889. Nascido no dia 5 de Agosto de 1827, na cidade de Alagoas, Manuel Deodoro da Fonseca iria ingressar em 1843 na Escola Militar do Rio de Janeiro, completando seu curso de artilharia no ano de 1848. No ano seguinte passou a integrar as tropas das forças armadas brasileiras, participando do combate à Revolta Praieira em Pernambuco e mais tarde da Guerra da Cisplatina e da Guerra do Paraguai.

Destacou-se dos demais pela sua conduta nos campos de batalhas e pela sua determinação nas atividades militares, o que fez com que ganhasse prestígio e reconhecimento, crescendo no meio militar. Em 1868 assumiu o posto de coronel, em 1874, chegou ao posto de Brigadeiro e em 1884, assumiu o posto de Marechal. Em 1885 foi nomeado chefe das forças armadas do Rio Grande do Sul, e no mesmo ano iniciou sua carreira política, assumindo o cargo de presidente da província do Rio Grande do Sul.

Deodoro também foi presidente da província do Mato Grosso, por indicação de D. Pedro II, além de ter sido governador da Bahia e comandante-de-armas das províncias da Bahia e do Pará.

Em 1886 foi para o Rio de Janeiro. Lá assumiu a liderança da facção do Exército que defendia a abolição da escravatura. Os integrantes do movimento planejavam depor o imperador do Brasil, D. Pedro II, e para tal intento o escolheram como líder com votação praticamente unânime. No dia 15 de novembro de 1889 o Marechal Deodoro da Fonseca proclama a República Brasileira e depõe o Imperador D. Pedro II de seu cargo, assumindo em seguida o governo provisório do Brasil.

Seu governo, no entanto, foi um tanto quanto conturbado. Sua conduta não satisfez os ministros nomeados por ele mesmo, o que gerou alguns conflitos tanto com seus seguidores, quanto com as forças civis do país. Mesmo assim, em 1891 foi eleito como presidente, graças à pressão exercida pelos militares sobre o Congresso. A eleição, contudo, foi indireta, e ele foi escolhido pelas forças militares. As perturbações e os incômodos causados pelo seu governo continuaram, pois apesar de ter instituido no país diversas melhorias, perdeu completamente as forças ao extinguir o Congresso, em Novembro de 1891, decisão que provocou uma reação violenta.

Perdeu o apoio do exército e teve de ceder à resistência, que era liderada pelo seu vice-presidente, Floriano Peixoto, situação que o obrigou a renunciar à presidência no dia 23 de novembro de 1891.

Mesmo depois de abandonar a presidência continuou a morar no Rio de Janeiro. Antes de morrer, o Marechal pediu para ser enterrado com trajes civis, mas seu pedido não foi atendido. No dia 23 de agosto de 1892, Deodoro da Fonseca faleceu em decorrência de dificuldades respiratórias (forte crise de dispneia) e seu sepultamento foi realizado com todas as pompas militares.

Até hoje é um nome muito conhecido, tendo se tornado um ícone da Proclamação da República. Chegou a ter seu rosto estampado em notas e moedas brasileiras e ser homenageado com diversos monumentos e placas pelo país.

Foi enterrado no Cemitério do Caju, mas teve seus restos mortais exumados e levados para um monumento-túmulo na Praça Paris, no Rio de Janeiro.

Leia mais:

Fonte:
http://educacao.uol.com.br/biografias/marechal-deodoro-da-fonseca.jhtm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Deodoro_da_Fonseca
http://www.historiabrasileira.com/biografias/deodoro-da-fonseca/
http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/governo-de-deodoro-da-fonseca/
http://www.e-biografias.net/deodoro_fonseca/

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