Fernando Morais

Fernando Gomes de Morais nasceu em Minas Gerais no ano de 1946, vindo para São Paulo assim que completou 18 anos de idade.

Inicialmente trabalhou como Office-boy na redação de uma revista pertencente a um Banco em Belo Horizonte, até que a sorte bateu em sua porta, em decorrência da ausência do único jornalista que a revista possuía pediram-lhe se poderia cobri-lo em uma coletiva.

Para Fernando era sua grande chance, aceitou e realizou seu sonho de se tornar jornalista. Fernando Morais nuca mais se esqueceu de que um dia dormiu Office-boy e acordou jornalista, ironia do destino.

Trabalhou em vários órgãos de imprensa de renome, tais como Jornal da Tarde, Revista Veja, TV Cultura e algum tempo para o portal IG, sem falar em muitas outras edições da imprensa brasileira.

Foi agraciado por três vezes com o Prêmio Esso , por quatro vezes recebeu o Prêmio Abril de Jornalismo; Nos anos 70 Fernando resolveu largar o dia a dia da redação para trabalhar como free lancer e se dedicar aos livros que publicou ao longo do tempo.

Estreou na política como Deputado, cargo que exerceu por oito anos, tornou-se Secretário de Cultura do estado de São Paulo de 1988 à 1991 e de Educação de 1991 à 1993, durante as gestões de Orestes Quércia e Luiz Antônio Fleury Filho.

Lançou livros de grande sucesso nos quais abordou o perfil de personalidades importantes para a nossa história, como “Olga” (Olga Benário) e “Chato” (Assis Chateaubriand) tido como o Rei do Brasil.

É considerado um dos escritores brasileiros que mais comercializa livros no Brasil e em mais 19 países, já tendo atingido a marca de mais de 2.000.000 (dois milhões) de exemplares.

Em sua coletânea intitulada “Cem Quilos de Ouro”, Morais examina e comenta uma série de doze reportagens assinadas por ele durante as décadas de 70 e 90; Através destas reportagens ele demonstra de maneira clara e objetiva como se realizar o bom jornalismo sem apelar para o charlatanismo.

Chegou a disputar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, porém perdeu para o ex-vice-presidente Antonio Marco Maciel.

A Ilha tornou-se seu primeiro marco editorial; Pesquisador devotado e habilíssimo na abordagem de suas obras lançou biografias e reportagens que cativaram cada vez mais os seus leitores.

No ano de 2005, um juiz goiano resolveu acatar o pedido feito pelo deputado Ronaldo Caiado para que fossem confiscadas as edições de sua obra denominada “Na toca dos leões”.

O livro conta o caminho percorrido pela empresa de publicidade W/Brasil para chegar aonde chegou. Ele cita de relance uma fala de Caiado – então candidato a Presidente da República – considerada por Fernando muito grave: “caso ganhasse as eleições mandaria submeter a processo de esterilização todas as mulheres nordestinas”.

Caiado negou as acusações e conseguiu a confiscação judicial da obra e uma determinação do juiz que não se comentasse nada a respeito do ocorrido, caso contrário Fernando seria obrigado a pagar uma sanção de cinco mil reais a cada vez que o assunto viesse à tona.

No ano de 2006, Fernando Morais se dedica a escrever a biografia do escritor Paulo Coelho e mais dois trabalhos controversos: a biografia de Antônio Carlos Magalhães e uma obra na qual o ex-ministro José Dirceu relata tudo que aconteceu durante sua estada no Governo Lula.

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