Joana D'Arc

Ensino Superior em Comunicação (Universidade Metodista de São Paulo, 2010)

Joana D’Arc foi chefe militar e personalidade da época medieval que teve importante participação na Guerra dos Cem Anos entre a França e a Inglaterra, que durou de 1337 a 1453. Foi canonizada em 1920 pela igreja católica, sendo conhecida posteriormente como a Santa Padroeira da França.

Joana D'Arc (Ilustração: Jules Eugène Lenepveu - 1886-1890)

Joana D’Arc nasceu em 6 de janeiro de 1412 no vilarejo de Domrémy, região de Borrois na França. Era a caçula dos cinco filhos do casal Jacques D'Arc e Isabelle Romée, agricultores e artesãos. Teve uma infância simples, não sabia ler nem escrever e ajudava os pais no cultivo da terra e na criação de animais.

Presenciou a execução de membros de sua família por soldados ingleses que invadiram o vilarejo onde vivia. Cresceu seguindo os princípios católicos e com 13 anos alegou que ouvia vozes divinas que lhe mandavam mensagens constantemente.

As vozes ordenavam que continuasse a frequentar igreja e que se dirigisse a Paris para expulsar os ingleses e ajudar a sua pátria na guerra. Mais tarde Joana D’Arc relatou que presenciou a aparição do arcanjo São Miguel juntamente com Santa Catarina e Santa Margarida, identificando que vinham deles as vozes que sempre ouvia. Envolvida e impressionada com esses acontecimentos, a jovem cortou seu cabelo radicalmente curto, vestiu-se com roupas masculinas e iniciou treinamentos militares. Em 1429 saiu de seu vilarejo e foi até corte do rei Carlos VII, ganhando sua confiança após reconhecê-lo disfarçado entre seus ministros e lhe dirigir diretamente a palavra passando as estratégias de comando que recebera.

Assim recebeu a liderança de uma pequena tropa e seguiu para Orléans, região dominada pelos ingleses. Inicialmente Joana D’Arc enfrentou os inimigos ordenando que recuassem, pois ela era a enviada de Deus e através de sua fé viria a força necessária ao combate. Os soldados ingleses ignoraram a jovem e o combate iniciou, durando três dias. Durante a luta os inimigos recuaram e Orléans voltou para o domínio de Carlos VII novamente.

Joana D’Arc conquistou o prestígio do rei e foi vista como heroína nacional pelo povo, causando inveja aos militares franceses. Iniciou-se silenciosamente uma conspiração entre eles para que diminuísse o apoio a jovem.

Em maio de 1430 Joana D’Arc foi enviada para recuperar uma região que estava dominada pelos borgonheses, franceses aliados dos ingleses.

Na tentativa de libertar a cidade de Compiègne, próxima a Paris, a jovem foi capturada durante o ataque ao campo de Margny.

No dia 23 de maio foi presa e entregue aos ingleses, tornando-se propriedade do Duque de Luxemburgo. Foi levada para o Castelo de Beaurevoir e lá ficou durante todo o verão enquanto o Duque negociava sua venda. Após ser concretizada a transação com os ingleses, Joana D’Arc foi levada a Rouen, noroeste da França. Lá ficou presa em uma cela escura vigiada por cinco homens e foi acusada de cometer heresia e assassinato. Seu julgamento se estendeu durante meses causando desgaste físico e mental para a jovem.

Dia 30 de maio de 1431, Joana d’Arc entrou vestida de branco e subiu na plataforma de execução montada na Praça do Mercado Vermelho, em Rouen.

O local estava abarrotado de pessoas e após a leitura do veredicto, Joana D’Arc foi queimada viva na fogueira. Suas cinzas foram jogadas no rio Sena para que não houvesse oportunidade de homenagens públicas.

Em 1456 o Papa Calixto III invalidou o processo que condenou Joana D’Arc e a inocentou das acusações. Em 1909 a Igreja católica autorizou a sua beatificação e no dia 16 de maio de 1920 foi canonizada por Bento XV.

Com sua trajetória histórica, Joana D’Arc eternizou-se como primeira heroína da nação francesa e inspiração de fé, tornando-se tema para diversas pinturas, filmes e livros.

Arquivado em: Biografias, Idade Média