Marie Curie

Graduação em Química (Centro Universitário Franciscano, UNIFRA, 2014)

Durante muito tempo as mulheres tiveram muita dificuldade para chegar as escolas e Universidades e muito mais para serem reconhecidas como cientistas. Com a polonesa Marie Sklodowska Curie não foi diferente. Nascida na Polônia, mais precisamente em Varsóvia, no ano de 1867, tinha quatro irmãos e perdeu cedo sua mãe, sendo criada e educada por seu pai que era professor de física e matemática do ensino primário. Seu pai sempre priorizou o estudo de todos os filhos e Marie Curie não desperdiçou essa oportunidade. Marie Curie a fim de estudar e lecionar mudou-se para a França e em 1893 se tornou a primeira mulher a concluir a Graduação em Física na Universidade Francesa de Sorbonne.

Após isso, Marie concluiu também a graduação em Matemática. Se casou em 1895 com Pierre Curie, professor de Física em Sorbonne o qual foi seu companheiro de pesquisas de longa data.

O Nobel de Física foi concedido em 1903 por estudos relacionados à radioatividade e o prêmio foi dividido com seu marido Pierre Curie e Henri Becquerel. Após oito anos ela recebeu o Nobel em Química pela descoberta dos elementos químicos Polônio e Rádio, o primeiro tendo o nome sido dado em homenagem ao país natal da cientista. Durante muito tempo Madame Curie teve dificuldade em ser aceita no meio acadêmico e de pesquisa que ainda era massivamente formado por homens apesar de ser inédito seu feito de ganhar dois prêmios Nobel. Diversas vezes precisou publicar artigos com pseudônimos ou com apoio de seu marido. As principais alegações para isso eram: Marie era mulher, judia e originária de outro país. Mas aos poucos obteve um pouco mais de espaço e prestígio.

Em 1906 seu marido falece repentinamente e Marie assume seu posto como chefe do laboratório de Física de Sorbonne e Professora de Física também de Sorbonne sendo então a primeira mulher a lecionar nesta Universidade.

Após uma vida bastante atribulada em meio a folhetins que queriam arruinar sua reputação como cientista ela morreu em 4 de julho de 1934 de leucemia, provocada pelos efeitos ainda desconhecidos da radiação, deixando duas filhas. Uma delas Irene Curie também foi agraciada pelo Nobel em Química e ficou responsável pelo Instituto Curie após a morte de sua mãe.

Em 1995, 60 anos após a morte da cientista, o presidente da França concedeu uma homenagem a quem segundo ele chamava “mulher francesa” e colocou as cinzas de Madame Curie e seu marido Pierre Curie no Panthéon e disse que lá se colocava a primeira mulher por seus próprios méritos.

Referências:

Obsessive Genius: The Inner world of Marie Curie, Barbara Goldsmith.

A ciência é masculina? É sim senhora. Attico Chassot.

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