Pierre de Fermat

Bacharel em Matemática (FMU-SP, 2018)
Mestrando em Física Teórica (UNICSUL, 2018-atualmente)

Pierre de Fermat foi um matemático e cientista francês, nascido na primeira década do século XVII.

Nascido na região de Basca, Fermat teve uma infância rica e com uma educação privilegiada, que foi custeada pelo seu pai, um rico mercador de peles. Iniciou seus estudos no mosteiro franciscano de Grandselve e posteriormente matriculou-se na Universidade de Toulouse, estudando direito e depois matemática. Fermat seguiu sua carreira no funcionalismo público e em 1652 foi promovido a Juiz Supremo da corte criminal do parlamento de Toulouse.

Retrato de Pierre de Fermat.

Sua carreira na matemática foi pouco divulgada, pois o próprio Fermat não tinha interesse em publicar suas descobertas. O pouco que se conhece é pelas cartas a amigos, anotações pessoais e trabalhos que foram resgatados depois de sua morte. Fermat desenvolveu, independentemente de René Descartes, os princípios matemáticos para usar um sistema de coordenadas para definir as posições de pontos. Trabalhou também intensivamente com o estudo de curvas, onde um de seus avanços consiste em calcular a área sob uma curva de modo muito similar ao cálculo integral. As contribuições de Fermat são de extrema importância para o cálculo geométrico e infinitesimal, obtendo em seus cálculos diversas áreas de figuras geométricas bem como seu centro de massa. Em uma observação escrita por Isaac Newton em um de seus cálculos, citava Pierre de Fermat como referência e inspiração para o desenvolvimento do cálculo.

Apesar de não ter publicado seus trabalhos e como consequência recebeu pouquíssimos créditos por suas descobertas, Fermat foi o mais produtivo de sua época. Fermat também trabalhou em teoria dos números, correspondendo-se com o matemático e físico Blaise Pascal, sobre suas descobertas em teoria dos números. Pascal foi um dos poucos contatos de Fermat com outros matemáticos. Ele era calado, recluso e o único contato frequente que manteve foi com seu amigo, o padre, teólogo e matemático Marin Mersenne, que foi o maior responsável pela divulgação dos trabalhos de Fermat e que se correspondia também com Descartes, Galileu, Pascal e Torricelli. Em termos simples, Mersenne foi um canal científico de sua época, pois neste período não existiam revistas científicas.

Um dos enigmas mais desafiadores da matemática se deve a Fermat. Chamado de “O último teorema de Fermat”, o problema enuncia se existe uma forma generalizada para o teorema de Pitágoras, substituindo o expoente 2 da formula de Pitágoras para um numero natural n > 2:

O mais curioso é saber como este problema nasceu - Fermat escreveu o seguinte comentário no canto da página do seu exemplar pessoal do livro A Aritmética de Diofanto: “Eu descobri uma demonstração maravilhosa para esta proposição, mas a margem deste papel é muito pequena para contê-la”. Este comentário então ficou conhecido como o Ultimo Teorema de Fermat. A primeira tentativa de solução deste enigma foi em 1753, onde Leonhard Euler demonstrou o caso para n=3. Muitos matemáticos ao longo desses anos tentaram resolver o problema, mas foi só em 1995 que o britânico Andrew Wiles, em conjunto com Richard Taylor, finalmente conseguem publicar a demonstração definitiva do problema. Ainda em 1995, o teorema foi incluído no Guinness Book como o “mais intrincado problema matemático da história”. Pierre de Fermat morre na França, no dia 12 de janeiro de 1665.

Referências bibliográficas:

BOYER, Carl B. História da Matemática. São Paulo: Blucher, 2012.

ROQUE, Tatiana. História da Matemática – Uma visão crítica, desfazendo mitos e lendas. São Paulo: Zahar, 2012.

ROONEY, Anne. A História da Matemática. São Paulo: M. Books do Brasil Editora, 2012.

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