Raul Pompeia

Mestre em Ciências Humanas (CEFETRJ, 2014)
Especialista em Linguística, Letras e Artes (CEFETRJ, 2013)
Graduada em Letras - Literatura e Língua Portuguesa (UFRJ, 2011)

Raul d’Ávila Pompeia foi um escritor brasileiro autor de uma das maiores obras do Realismo brasileiro, “O Ateneu” 1888. Filho de família abastada, pai magistrado e mãe dona de casa herdeira de ricos comerciantes portugueses, Raul Pompeia nasceu em 1863, em Angra dos Reis, e mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro em 1867, onde é matriculado em um colégio interno, concluindo depois os estudos secundários no Colégio Imperial Pedro II. Foi ainda como estudante do Pedro II, em 1880, com apenas 17 anos, que publicou seu primeiro romance, “Uma Tragédia no Amazonas”.

Concluídos os estudos secundários, Raul segue para São Paulo, para cursar Direito na Faculdade do Largo do São Francisco, instituição onde também havia se formado seu pai. É inicialmente bem recebido por entre os professores, contudo passa a enfrentar problemas no curso por conta de seus posicionamentos políticos contundentes em defesa da abolição da escravatura e da causa republicana.

Divergiu de colegas republicanos paulistas em virtude de estes não apoiarem também a abolição da escravatura. Alguns professores se incomodavam com o temperamento de Pompeia, tido como impávido, e criticavam as ideias propagadas por ele e por colegas de forma direta e sem rodeios. Pompeia e outros colegas foram reprovados no terceiro ano do curso. Os alunos receberam apoio da imprensa da época, pediram reexame e conseguiram aprovação com nota mínima, mas foi novamente reprovado no ano seguinte, agora juntamente a outros 94 estudantes, partindo, então, para terminar o curso na Faculdade de Direito de Recife.

Após concluído o curso, Pompeia não chegou a exercer a profissão de advogado e passou a escrever para vários jornais da época. Entre estes, o jornal Gazeta de Notícias, veículo pelo qual viria mais tarde a publicar “O Ateneu”, uma crônica que lhe consagrou por entre a crítica da época.

Após a queda do Império, com o início da ditadura de Floriano Peixoto, Pompeia é nomeado presidente da Academia de Belas Artes. O governo de Floriano Peixoto, contudo, enfrentava fortes resistências, por entre as quais figuravam vários nomes de amigos próximos de Raul Pompeia, fato que levou ao rompimento de diversas dessas relações de amizade. Após a saída de Floriano Peixoto, com a entrada de Prudente de Morais, Pompeia é desligado do cargo que ocupava como diretor da Biblioteca Nacional, após um inflamado discurso que saía em defesa de Floriano Peixoto. Os vários atritos políticos com os amigos, por entre os quais, Olavo Bilac e Luís Murat, este amigo dos tempos da faculdade em São Paulo, levaram Pompeia ao suicídio em 1895, no escritório da casa onde residia com sua mãe, deixando um bilhete em que se lia “Ao Jornal A Notícia, e ao Brasil, declaro que sou um homem de honra”.

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