Ruy Castro

Ruy Castro nasceu na cidade mineira de Caratinga, em 1948. Ele partiu para o Rio de Janeiro ainda adolescente, ingressou na Faculdade de Ciências Sociais e iniciou sua carreira jornalística no jornal Correio da Manhã, em 1967, onde teve a oportunidade de trabalhar ao lado de Paulo Francis, grande influência em sua trajetória como jornalista, tradutor e escritor brasileiro. Ele já participou das redações de Pasquim, Jornal do Brasil, Folha de São Paulo, Veja São Paulo, IstoÉ, Playboy, Status e Manchete, principalmente nas colunas de cultura.

Ele se tornou pioneiro na criação de biografias, desde princípios da década de 1990, abrindo um campo vasto nesta vertente jornalística, e também na produção de reportagens prolongadas que se transformaram em um gênero conhecido como livro-reportagem. Seguindo este caminho, ele se tornou um dos mais célebres e admirados escritores brasileiros.

Enquanto biógrafo, ele combinou seu talento como narrador sofisticado ao seu dom para desvendar a psique de personagens famosos, produzindo obras como Chega de Saudade – A História e as Histórias da Bossa Nova, de 1990, no qual narra as aventuras e desventuras das figuras que marcaram este movimento musical; O Anjo Pornográfico - A Vida de Nelson Rodrigues, de 1992, sobre a vida deste grande dramaturgo e cronista brasileiro; Saudades do Século XX, de 1994; Estrela Solitária - Um Brasileiro Chamado Garrincha, de 1995, que aborda a trajetória deste craque do futebol; Ela é carioca,de 1999, sobre o bairro de Ipanema; Carmen: uma biografia, que enfoca a vida e a carreira da grande cantora e atriz luso-brasileira, livro vencedor do prêmio Jabuti, em 2006; todos editados pela Cia das Letras; Flamengo: vermelho e negro, sobre o clube carioca, este publicado pela Ediouro.

Ruy também produz livros de ficção, como os de literatura juvenil, entre eles O Pai que era Mãe, e adaptações para as narrativas de Frankenstein, de Mary Shelley, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, das quais ele realizou também traduções. Sua trajetória literária foi inaugurada com o lançamento do primeiro volume de uma trilogia sobre a irritação, o aborrecimento e a destemperança - O Melhor do Mau Humor, de 1989; posteriormente O Amor de Mau Humor, de 1991; e O Poder de Mau Humor, de 1993. Na ficção ele debutou com o romance de gênero policial Bilac Vê Estrelas, no qual enfoca um fictício episódio na vida do romancista Olavo Bilac.

Ruy ainda publicou um livro de crônicas, uma seleção de críticas cinematográficas e é o coordenador do relançamento da obra não dramatúrgica de Nelson Rodrigues pela Cia das Letras.

Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ruy_Castro
http://www.lufernandes.com.br/saladeimprensa4.asp?id=845
http://www.educacional.com.br/professor_inesquecivel/pi032.asp

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