Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta)

Nascido no Rio de Janeiro no dia 11 de janeiro de 1923, Sérgio Marcus Rangel Porto foi uma compositor, escritor e radialista brasileiro que ficou conhecido como Stanislaw Ponte Preta, seu pseudônimo. O início de sua carreira deu-se ao fim da década de 40, quando começou a participar do Jornal Última Hora, do Diário Carioca, Tribuna da Imprensa, revista Manchete e revista Sombra.

Naquela época, houve a criação do pseudônimo Stanislaw Ponte Preta, que ocorreu da seguinte forma: Tomás Santa Rosa, ilustrador, trabalhava em diversas mídias e acabou conhecendo Sérgio Porto. Juntos, os dois criaram Stanislaw como um personagem de textos satíricos, crônicas e críticas que foi inspirado em Serafim Ponte Grande, protagonista do livro homônimo do escritor Oswald de Andrade. Além da criação do personagem, Sérgio Porto foi um grande apaixonado por música, tendo contribuído com jornais e revistas sobre o assunto, fazendo coberturas de shows e, até mesmo, compondo. Ele é o compositor da canção “Samba do Crioulo Doido”.

Outra grande contribuição de Sérgio Porto para a música brasileira foi a redescoberta de Cartola. No ano de 1957, Cartola havia desaparecido e trabalhava como lavador de carros e vigia de um edifício no bairro de Ipanema. Então, foi reconhecido por Sérgio, que começou a ajudar o músico a retornar aos palcos e retomar sua carreira. Além disso, publicou artigos sobre Cartola em jornais de grande circulação.

Ainda no campo da música, Sérgio Porto criou e produziu As Certinhas do Lalau, um concurso de beleza disputado entre as vedetes mais famosas na época. Neste concurso, figuravam nomes como Maria Pompeo, Irma Alvarez, Rose Rondelli, Diana Morel e Anilza Leoni. Estudioso e polêmico, o jornalista alcunhou uma nova definição para a MPB, alterando a sigla para MPBB, que significava Música Popular Bem Brasileira.

Apesar das contribuições para a música, Sérgio era também um grande crítico da ditadura militar. Com um senso de humor refinado, fazia críticas contundentes ao sistema de governo, à moral de sua época e aos costumes burgueses. Uma de suas criações mais inovadoras foi o Festival de Besteiras que Assola o País (FEBEAPÁ). O objetivo deste projeto era a simulação de matérias de jornal que criticavam a repressão dos militares com sarcasmo. Em um dos textos, Sérgio noticiou a prisão de Sófocles, um dramaturgo grego, pelos militares, que acusavam suas peças de apresentar conteúdo subversivo. O jornalista faleceu aos 45 anos por problemas cardíacos.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rgio_Porto
http://www.anovademocracia.com.br/no-31/419-a-moral-e-o-humor-carioca-de-sergio-porto
http://www.releituras.com/spontepreta_bio.asp

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