Divisão Pyrrophyta ou Dinophyta (dinoflagelados)

Nesta divisão (do grego Pyrrhos = Cor de fogo, Phyton = planta) encontramos os dinoflagelados.

Os dinoflagelados são organismos unicelulares, portadores de dois flagelos. A maior parte das espécies habita o ambiente marinho, embora existam representantes de água doce.

Existem formas fotossintetizantes e heterotróficas. As fotossintetizantes podem fazer simbiose com animais. As heterotróficas podem ser saprófitas, parasitas ou holozóicas. Todas são eucariontes, com clorofila a e c2, xantofilas e caroteno. Reservam amido e óleo. Quando apresentam parede celular, ela é composta por celulose, e é chamada de teca.

Os cloroplastos são numerosos em cada célula e não apresentam retículo endoplasmático. Alguns apresentam pirenóides.

O núcleo é mesocariótico, com cromossomos condensados permanentemente, inclusive na intérfase.

Reprodução

A reprodução vegetativa ocorre por meio de divisão binária simples. A reprodução sexuada pode ser isogâmica ou anisogâmica. O ciclo de vida dos dinoflagelados é haplobionte haplonte.

Ecologia

Alguns gêneros de dinoflagelados apresentam o fenômeno de bioluminescência, que faz o brilho das águas dos oceanos no período noturno. Pesquisas sugerem que esse fenômeno bioquímico seja uma estratégia contra a predação.

Outros representantes produzem toxinas, que fornecem proteção contra a predação, mas provoca o fenômeno chamado maré vermelha. Neste processo ocorre o aumento considerável do número desses organismos produtores de toxina, geralmente em águas costeiras ricas em nutrientes. Com essa alta densidade, muita toxina é produzida, formando manchas coloridas, normalmente avermelhadas. Essas toxinas provocam a morte de peixes e se acumulam em moluscos, que ao serem ingeridos pólo homem ou outros animais, podem causar sérios problemas.

Arquivado em: Reino Protista