Espermatogênese

Por Elisa Martins
Categorias: Genética, Reprodução, Sistema Reprodutor
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O processo de espermatogênese consiste na transformação das espermatogônias em espermatozóides maduros e dura cerca de 48 dias para os humanos. Este processo de maturação começa ainda na puberdade e se estende até a velhice.

As espermatogônias que permanecem em repouso nos túbulos seminíferos desde o período fetal, começam a se multiplicar na fase de puberdade. Após muitas divisões mitóticas, estas espermatogônias evoluem e se modificam, se transformando em espermatócitos primários, que são as maiores células germinativas nos túbulos seminíferos.

Em seguida cada espermatócito primário sofre uma divisão reducional (esta é a primeira divisão meiótica) originando dois espermatócitos secundários haplóides, que terão cerca de metade do tamanho dos primários. Na sequência os espermatócitos secundários sofrem outra divisão meiótica, dando origem a quatro espermátides haplóides, tendo cerca de metade do tamanho dos espermatócitos secundários.

Estas espermátides irão, progressivamente, se transformando em espermatozóides maduros, através de um processo denominado “espermiogênese”, que é a fase final da espermatogênese. Quando a espermiogênese termina, encerra-se também a fase de espermatogênese e os espermatozóides estão prontos e entram na luz dos túbulos seminíferos. Na figura abaixo é possível observar o processo esquemático de espermiogênese:

Os túbulos seminíferos são revestidos por células que dão sustentação e são responsáveis pela nutrição das células germinativas, e ainda é possível que estejam diretamente ligadas ao processo de regulação da espermatogênese. Essas células tão importantes são conhecidas como células de Sertoli.

Os espermatozóides depois de prontos são conduzidos passivamente, saindo dos túbulos seminíferos rumo ao epidídimo, que está conectado ao testículo. É no epidídimo que os espermatozóides se tornarão de fato maduros. Esta estrutura é um duto longo e de formato em espiral, está localizado na borda posterior do testículo, é contínuo com o duto deferente (vas deferens) que é responsável pelo transporte dos espermatozóides até a uretra.

Quando o espermatozóide se torna maduro podemos instituí-lo como sendo uma célula ativamente móvel, livre-natante, composta por uma cabeça e uma cauda. O colo do espermatozóide é a junção entre cabeça e cauda, sendo que a cabeça é a maior parte e contém o núcleo haplóide. A extremidade da cabeça é coberta pelo acrossoma - uma organela sacular em forma de capuz que possui muitas enzimas que irão lisar a corona radiata e a zona pelúcida do óvulo feminino, facilitando a penetração do espermatozóide. Por isso são imprescindíveis. A cauda do espermatozóide é dividida em 3 peças: a peça principal, a intermediária e a terminal.

A cauda confere ao espermatozóide a motilidade que o leva até o local da fertilização. A peça intermediária da cauda contém mitocôndrias que fornecem adenosina trifosfato (ATP) necessária para exercer esta atividade.

Bibliografia:
MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. The developing human: clinically oriented embryology. 7ª ed. Elsevier. USA, 2003.
http://en.wikipedia.org/wiki/Spermatogenesis

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