Rotavírus

Graduado em Ciências Biológicas (UNIFESO, 2014)

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O rotavírus é um vírus de RNA com transmissão oro-fecal que causa infecção no trato digestivo, sendo a principal característica dessa infecção a intensa diarreia que gera grande desidratação do infectado.

A doença geralmente leva em torno de dois dias para começar a se manifestar (tempo de incubação) e a transmissão começa após o terceiro ou quarto dia do surgimento dos sintomas primários e pode permanecer transmissível até mesmo depois de os principais sintomas desaparecerem.

A doença é autolimitada, ou seja, não há necessidade de combater o agente causador da infecção, pois o próprio sistema imune do organismo consegue fazer isso, progressivamente diminuindo os sintomas até que estes desapareçam. Recomenda-se, no entanto, a hidratação constante para a reposição dos líquidos perdidos através da diarreia e dos vômitos muito frequentes. Integrando os sintomas, também se fazem presentes a febre, o mal-estar e a perda de peso, sendo possível ainda a observação de coriza e tosse. Outro fator a ser observado é a desnutrição causada pela infecção, pois junto com diarreia são eliminados muitos nutrientes.

Rotavírus visto pelo microscópio eletrônico.

Prevenção

O rotavírus está mais presente em áreas mais pobres, com saneamento básico precário ou inexistente, visto que a transmissão do vírus se dá através do contato com fezes contaminadas. Como prevenção, recomenda-se lavar as mãos com frequência e higienizar os alimentos antes de consumi-los. Deve-se beber água filtrada, evitar banhos em rios, lagos e lagoas que possam estar contaminados por esgotos e higienizar superfícies onde há manipulação de alimentos.

A prevenção vacinal também é importante: a vacina monovalente, produzida com o vírus atenuado, possui via de administração oral em duas doses, que devem ser tomadas nos primeiros dois e quatro meses de vida. Já a vacina pentavalente, também de via oral, é ministrada em três doses, aos dois, quatro e seis meses de idade, imunizando o bebê contra cinco variações diferentes do rotavírus.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito de forma clínica, no qual o médico observa os sinais e sintomas do enfermo, mas no caso de dúvidas, um exame laboratorial das fezes do paciente pode ser requerido.

Tratamento

O tratamento pode variar de acordo com a evolução da doença, sendo indicado nos casos mais brandos a ingestão de alimentos leves e de fácil digestão como frutas, arroz, frango e legumes, todos cozidos e com pouco óleo. Deve-se evitar alimentos de difícil digestão como leite, café, frituras, queijos e alimentos que contenham grande quantidade de fibras. Em casos moderados, é recomendada a ingestão do soro caseiro para a reposição dos sais e minerais que foram perdidos. Já nos casos agudos, a internação se faz necessária para que o enfermo receba soro intravenoso.

Nos bebês em fase de amamentação, recomenda-se manter somente a ingestão do leite materno, que contém todos os nutrientes necessários para o lactente, além de possuir anticorpos necessários para o combate ao vírus. Entretanto, é incomum que a doença manifeste sintomas em recém-nascidos ou nos primeiros quatro meses de vida do bebê. Na fase adulta, a infecção se manifesta geralmente de forma branda, sendo mais preocupante a infecção por rotavírus em crianças menores de cinco anos, destacando-se que doenças diarreicas têm altos índices de mortalidade infantil em países mais pobres.

Referências:

https://saude.gov.br/saude-de-a-z/rotavirus

https://imunizarvacinas.com.br/vacina/rotavirus/

https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/16432/1/Disserta%C3%A7%C3%A3o_ICS_%20%20Isabela%20Brand%C3%A3o%20Peixoto.pdf

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