Zona pelágica

Zona pelágica é como chamamos uma das possíveis subdivisões dos mares e oceanos. Essa classificação ocorre de maneira horizontal e está localizada abaixo do nível das marés. Essa é a região onde vivem os organismos que não dependem dos fundos marinhos para sobreviverem, portanto eles são capazes de nadarem e de se locomoverem, formando comunidades planctônicas e nectônicas.

A zona pelágica conta com uma quantidade gigantesca de organismos vivos, pois os seres considerados produtores de fotossíntese estão localizados nessa região, e como produtores esses seres são essenciais para o equilíbrio da cadeia alimentar. Como os organismos consumidores primários dependem dos produtores para sobreviverem, eles também estarão lá, e em grande quantidade.

Nos dias atuais, esses organismos considerados consumidores, estão sofrendo consequências oriundas dos homens. Grande parte da região pelágica é afetada por uma quantidade imensa de lixo, que é despejada nas zonas costeiras e que depois acabam migrando para os oceanos através das marés. Os plásticos são um dos piores tipos, pois levam milhares de anos para se decomporem e, antes disso podem acabar servindo de alimento para os animais da região pelágica.

Algumas características específicas das zonas pelágicas são:

  • Cor da água frequentemente verde ou castanha devido à presença de fitoplânctons.
  • Água geralmente turva devido ao sedimento e os plânctons.
  • É alimentada pelos estuários e descargas continentais – possui a zona fótica menos profunda.
  • Termo clima menos estável devido ao vento e às correntes fortes.
  • Rica em nutrientes.
  • Presença de poluentes devido aos estuários (pesticidas, metais pesados, fertilizantes, etc.).
  • Grande diversidade e abundância de organismos (maior parte da vida nos oceanos está concentrada nesta zona).
  • Muito zooplâncton devido à abundância de fitoplâncton, muitos peixes que se alimentam de zooplâncton, e muitos predadores.
  • Local de grande parte da pesca comercial.

Como já dito, o ambiente pelágico está localizado abaixo do nível das marés, com cerca de 200 metros de profundidade, porém, esse ambiente atinge profundidades bem mais significativas, sendo comprovada uma profundidade de no mínimo 4000 metros. Todo esse espaço foi dividido de acordo com seu comprimento e suas características.

  • Zona Epipelágica – 200 metros de profundidade. Única área considerada parte da zona fótica. Possui alta produtividade de nutrientes.
  • Zona Mesopelágica – entre 200 e 1000 metros de profundidade. Água varia entre 10 e 4ºC graus. Área apresenta alta concentração de nutrientes.
  • Zona Batipelágica – entre 1000 e 4000 metros de profundidade. Água varia entre 2 e 4ºC graus. Área com grande quantidade de nutrientes.
  • Zona Abissopelágica – cobre as planícies abissais do oceano. Área extrema. Alimento escasso.
  • Zona Hadopelágica – Águas não associadas ao fundo das fossas abissais. Pode atingir até 6000 metros de profundidade.

A zona pelágica também pode ser classificada de acordo com a quantidade de luz presente em suas respectivas áreas, podendo ser fótica ou afótica.

  • Zona fótica - A zona fótica é a região onde a luz do sol consegue penetrar e manter os organismos ativos para realizarem os processos de fotossíntese. É a zona que contém o maior número de organismos fotossintetizantes dos mares e oceanos.
  • Zona afótica - É a região onde a luz do sol não atinge, é completamente escura, localizada abaixo da zona fótica, estendendo-se até o fundo dos oceanos, sendo essa, a grande maioria.

Referências:

http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/ManualEcossistemasMarinhoseCosteiros3.pdf

CLASSIFICAÇÃO DOS AMBIENTES MARINHOS – universidade lusófona de humanidades e tecnologias

LOPES, RM., DIAS, JF., and GAETA, SA. Ambiente pelágio. In: HATJE, V., and ANDRADE, JB., orgs. Baía de todos os santos: aspectos oceanográficos [online]. Salvador: EDUFBA, 2009, pp. 122- 155. ISBN 978-85-232-0929-2.

https://oficinaexperimental.wikispaces.com/file/view/classificacao_ambientes_marinhos.pdf

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