Bioinformática

Mestre em Zoologia (UESC, 2013)
Graduado em Ciências Biológicas (UEG, 2010)

A ciência vem evoluindo ao longo dos anos e o uso de novas ferramentas, além de necessário se tornou extremamente útil para a obtenção de resultados que antes dessas ferramentas era bastante difícil, e uma dessas ferramentas é a bioinformática.

No ano de 1953, foi publicado na revista Nature um artigo importantíssimo para a história da ciência mundial. Esse artigo, publicado por James Watson e Francis Crick descrevia, pela primeira vez, como é a estrutura da molécula de DNA, uma dupla hélice espiralada. Além de essa publicação ser um marco científico ela foi um momento chave para a bioinformática, devido às ferramentas utilizadas na descoberta da estrutura da molécula. Na segunda metade da década de 90, com o aumento dos estudos sobre biologia molecular surgiram mais ferramentas para sequenciar o DNA automaticamente, o que acabava gerando uma enorme base de dados, além disso, havia uma necessidade de algo a mais para realizar as análises desses dados imensuráveis, e nesse contexto surgiu a bioinformática.

O desenvolvimento da bioinformática foi feito através da união de várias ciências e competências como a engenharia de software, a matemática, a estatística, a ciência da computação e a biologia molecular. A bioinformática abrange dois objetivos maiores. O primeiro é tentar solucionar hipóteses e questionamentos biológicos utilizando-se de ferramentas computacionais e o segundo e mais especifico é o de utilizar essa ferramenta para o planejamento e projeto de remédios utilizados por nós. Essas ferramentas computacionais, com o desenvolvimento de softwares e junção de vários ramos da ciência fez com que sequências enormes de DNA, ou estruturas das menores moléculas pudessem ser analisadas com precisão.

Imagine estudar as milhares de combinações entre os pares nitrogenados de DNA sem um software. Ilustração: CIPhotos / iStock.com

A bioinformática segue duas vertentes, a tradicional e a estrutural. A bioinformática tradicional procura resolver problemas relacionados à sequências de nucleotídeos e aminoácidos, já a bioinformática estrutural visa solucionar problemas utilizando um ponto de vista tridimensional, química computacional e modelagem molecular.

Sendo assim, a bioinformática tem fundamental importância no entendimento de processos biológicos principalmente à nível molecular, como estruturas das moléculas e simulação de processos. A bioinformática também foi bastante importante para estudos evolutivos, principalmente ao possibilitar o estudo da molécula de DNA à nível mais aprofundado. Sem a bioinformática os estudos moleculares estariam em um nível bem aquém do que estão hoje, uma vez que analisar bancos de dados à níveis moleculares sem um conjunto de ferramentas e conhecimentos específicos proporcionados pela bioinformática seria humanamente impossível. A expansão de conhecimento que a bioinformática proporcionou desde seu surgimento é imensurável.

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Referências:

Prosdocimi, F. et al. (2002). Bioinformática: manual do usuário. Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento29, 12-25.

Verli, H. (2014). Bioinformática: da biologia à flexibilidade molecular.