Enigmas da Grande Pirâmide de Gizé

Localizada em Gizé, próximo ao largo da Costa Egípcia encontra-se uma pirâmide colossal, chamada Quéops, cheia de enigmas, que segundo os arquitetos, fogem totalmente dos padrões estruturais. Foi detectada através de aparelhos especiais, a existência de vazios de densidade e cavidades no interior da pirâmide. Em 1986 os arquitetos Gilles Dormion e Jean Patrice Goidin, conseguiram a permissão do governo egípcio para entrar e perfurar a pirâmide.

Pirâmides do Egito. Foto: PlusONE / Shutterstock.com

Pirâmides do Egito. Foto: PlusONE / Shutterstock.com

Durante dois dias de escavações, em paredes de 2 metros de largura, só conseguiram descobrir bolsões de areias cristalinas, que pouco revelava sobre o seu interior. Desde a época dos gregos, engenheiros e arquitetos, tentam descobrir como foi construída a enorme Pirâmide de Gizé. Nas buscas até então realizadas, nunca foi descoberto um corpo de faraó ou riquezas dentro dela, descartando a possibilidade desta ser uma sepultura. Sendo assim, a pergunta que gira em torno de sua existência é: para que ela teria sido erguida?

Os estudos realizados revelaram uma exatidão matemática em sua construção, a perfeição do alinhamento junto aos pontos cardeais e a precisão de sua alvenaria; conhecimentos científicos que surgiram muito tempo depois em nossa civilização.

Arqueólogos, astrônomos, arqueo-astrônomos, rendem-se ao seu fascínio misterioso, tentando revelar os seus segredos, tamanha é a exatidão de sua complexidade. Além do seu valor histórico, os estudiosos observaram: as qualidades de sua localização, como um gigantesco relógio solar e observatório astronômico; seus supostos efeitos físicos sobre seres vivos e objetos inanimados, a capacidade de ajudar no crescimento de plantas, manterem alimentos frescos por mais tempo e até reconstituir o fio de lâminas de barbear através de sua forma; suas paredes e corredores estão alinhados a grandes estrelas, revelando a existência de uma civilização anterior mais evoluída que sabia o tamanho e a posição do planeta terra (alguns acreditam ser o povo de Atlântida, a terra perdida).

Foram erguidas durante o período conhecido como IV Dinastia, entre 2.613 e 2.494 a.C. e está ladeada por mais duas pirâmides e cercada de túmulos onde eram enterrados sacerdotes, rainhas e membros do governo. A maior delas era de Quéops (Faraó Khufu) e as outras duas de seus sucessores. Pouco se sabe sobre os reis, porque a maioria delas foi saqueada.

Ela é tão gigantesca, que antigamente quando as caravanas vinham pelo deserto, avistavam a pirâmide dias antes de sua chegada. Sua base mede 53 mil metros quadrados e sua estrutura é composta de cerca de 2,3 milhões de blocos de calcário (2,5 toneladas cada um) e têm 147 m de altura (correspondente a um prédio de 49 andares), fruto do trabalho de 100 mil pessoas por mais de 20 anos. De acordo com as escrituras e desenhos encontrados em escavações, os egípcios comuns eram quase como escravos e acreditavam que era um dever religioso trabalhar na construção do monumento, o que acontecia durante os quatro meses do ano em que o Rio Nilo ficava inundado e não havia trabalho nas fazendas. Alguns registros mostram que eles eram pagos com cerveja.

O historiador grego Heródoto, deixou registrado que em sua visita a Gizé no século V a.C., conversando com os egípcios, foi informado de que aquela pirâmide havia sido construída para que servisse de câmara mortuária para o Tirano Rei Khufu e que a mesma, ficaria no subterrâneo.

CONSTRUÇÃO:

Os arqueólogos relataram que de alguma forma, o terreno foi aplainado e de algum modo, os egípcios delimitaram os lados da pirâmide observando as estrelas circumpolares. Nas pedreiras, o calcário era cortado com martelos de pedra e cinzéis de cobre que depois de prontos eram arrastados por centenas de homens até o local da construção. O granito encontrado nas paredes internas era trazido de balsa pelo Rio Nilo de um lugar a 640 quilômetros. Para erguerem os blocos, existem várias opiniões: alguns acreditam que poderiam existir rampas de terra em espiral ou algum tipo de elevador movido a alavancas.

Os engenheiros modernos ainda ficam impressionados pelo encaixe milimétrico das pedras e consideram a Grande Pirâmide como um milagre da engenharia.