Velociraptor

Mestrado em História (UFJF, 2013)
Graduação em História (UFJF, 2010)

Velociraptor. Foto: RikoBest / Shutterstock.com

O Velociraptor foi uma ágil espécie de dinossauros carnívoros. É ainda uma das mais famosas pela forte vinculação que recebeu nos meios de comunicação.

O Velociraptor foi descoberto no ano de 1923 quando um fóssil foi encontrado no Deserto de Gobi, na Ásia. Até a descoberta desse animal, os cientistas acreditavam que todos os dinossauros eram lerdos e estúpidos, mas o Velociraptor revelou para o mundo a agilidade e destreza dos dinossauros. Os estudos que se seguiram sobre tal espécie mostraram ainda que era dotado de muita esperteza e inteligência.

O Velociraptor, cujo nome científico é Velociraptor mongoliensis, habitou a região do hoje conhecemos como Ásia entre 84 e 80 milhões de anos atrás, no período determinado como Cretáceo. Era um predador de muita habilidade, seu nome significa “ladrão veloz”. Medindo aproximadamente 1,5 metros de comprimento e cerca de 60 cm de altura, esta espécie pesava em torno dos 50 Kg e tinha o costume de caçar em bandos de 5 a 20 animais.

Como um predador feroz e agressivo, alcançava velocidades semelhantes a de um leopardo. Possuía o que os cientistas chamam de “garra terrível” nas patas traseiras, sobre as quais andava. Durante muito tempo acreditou-se que essas garras serviam para dilacerar as presas, porém o progresso das pesquisas revelou que essas garras com 11 cm possuíam um formato mais arredondado, funcionando melhor para perfurar a traquéia ou a jugular da presa, causando sua morte.

O Velociraptor se alimentava de mamíferos ou pequenos dinossauros herbívoros, envolvendo-os em suas emboscadas da caça em bando. Um elemento de destaque em tal espécie é a ocorrência de clavícula, o que não era comum nos dinossauros. Tal existência na estrutura óssea desses animais permitia que os mesmos fossem capazes de utilizar os braços com força adicional para agarrar a vítima com mais firmeza e assim abatê-la.

O que mais chama a atenção nos Velociraptors é o forte indício que apresentam de terem sido cobertos por penas. A comunidade científica está muito confiante na existência de penas no corpo do animal, mas ainda estudo a suposta capacidade que teriam de planar entre as árvores. Os paleontólogos, contudo, concordam que esse espécie era homeotérmica.

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