Hepatocarcinoma

O hepatoma, também conhecido como hepatocarcinoma ou carcinoma hepatocelular, é um tumor epitelial derivado dos hepatócitos, sendo esta a neoplasia maligna hepática mais comum. Deve-se ressaltar que a maior parte desses tumores são metástases de câncer em outros órgãos.

O câncer é uma multiplicação desordenada das células de um determinado órgão. Ainda não foi totalmente elucidado o mecanismo de transformação em células cancerígenas. No caso do hepatoma, também não se sabe como o câncer se inicia, no entanto, é conhecido que determinadas doenças hepáticas elevam o risco do seu surgimento. São elas:

  • Portadores do vírus da hepatite B ou C;
  • Co-infecção pelo vírus da hepatite D;
  • Cirrose por álcool ou qualquer outra causa;
  • Exposição à aflatoxina (toxina produzida por um fungo que contamina alguns alimentos).

Existem algumas causas que são mais raras como: hemocromatose, porfiría cutânea tardia, síndrome de Budd-Chiari, entre outras.

Macroscopicamente, esse tumor pode ser classificado quanto a sua forma, tamanho ou padrão de crescimento:

  • Uma massa unifocal (geralmente grande);
  • Nódulos multifocais, amplamente distribuídos, de tamanho variável;
  • Uma neoplasia maligna difusamente infiltrante, permeando amplamente e às vezes comprometendo o fígado inteiro.

Os três padrões podem causar hepatomegalia. Esses tumores tendem a ser mais pálido do que a substância hepática circundante e, por vezes, adquirem uma tonalidade verde quando composta de hepatócitos bem diferenciados capazes de secretar bile.

Antes que se torne muito grande ou cause complicações, o tumor passa despercebido. Os sintomas que podem surgir são: dores abdominais, perda de peso, falta de apetite, aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia) que pode ser percebido à palpação, icterícia e ascite (esses dois últimos sintomas normalmente aparecem em casos avançados da doença).

O diagnóstico é feito com base no historio, exame clínico e laboratoriais. São realizados exames de imagem também, como ultra-sonografia ou tomografia computadorizada do abdômen, onde aparecem os nódulos. Em pacientes com hepatoma, as concentrações de alfafetoproteína sanguínea encontram-se elevadas. Exames de sangue também podem revelar concentrações muito baixas de glicose ou muito elevadas de cálcio, lipídios ou eritrócitos. O diagnóstico definitivo pode ser feito através de uma biópsia.

O tratamento inicia-se com a retirada do nódulo cirurgicamente. Existem casos onde podem ser usados métodos alternativos, como a injeção de álcool no interior do tumor ou a embolização do mesmo.

Como na maior parte das vezes os pacientes são cirróticos, a retirada do tumor pode se torna impossível, pois a porção que restaria após o procedimento não seria suficiente para atender às necessidades do organismo. Nesses casos, pode ser indicado o transplante hepático. A quimioterapia e a radioterapia não são muito eficientes nesse tipo de câncer.

Fontes:
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?232
http://www.manualmerck.net/?id=146&cn=1168
http://www.tuasaude.com/hepatoma/
http://lildbi.bireme.br/lildbi/docsonline/lilacs/20100300/892.pdf

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