Neuropatia

Mestre em Neurologia / Neurociências (UNIFESP, 2019)
Especialista em Farmácia clínica e atenção farmacêutica (UBC, 2019)
Graduação em Farmácia (Universidade Braz Cubas, UBC, 2012)

A neuropatia é um transtorno neurológico que se trata de mal funcionamento ou problemas fisiopatológicos dos nervos. Esses podem sofrer modificações por diversos motivos,dentre os principais temos as infecções, abuso de drogas, lesões causadas por atritos físicos, problemas genéticos, entre outros. Existem diversos tipos de neuropatias, que são classificadas de acordo com a causa do problema ou o local onde houve a lesão ou o problema, e também pelas características da lesão.

Foto: Midas Anim / Shutterstock.com

Dentre os tipos de neuropatias temos classificação de acordo com a localização da lesão, podendo ser em nervos do sistema nervoso central, do sistema nervoso periférico e do sistema nervoso autônomo sendo assim temos a neuropatia central, a periférica e autonômica.

A neuropatia periférica é caracterizada por inúmeras condições que envolvem danos aos nervos periféricos do sistema nervoso, normalmente essas lesões se dão em mais de um nervo. Existem vários tipos de neuropatias periféricas, mais de cem tipos e cada um tem uma característica e sintomas que diferem entre si, um exemplo é o caso dos medicamentos utilizados na quimioterapia que também podem causar neuropatia periférica.

Danos aos nervos levam a funções prejudicadas e a sintomas que vão variar de acordo com o tipo do nervo que foi lesionado, esses sintomas variam entre a debilidade leve até a perda de reflexos, problemas ao sentir dores ou variações de temperatura, perda de sensibilidade, dormência local ou formigamento e normalmente esses sintomas aparecem com maior intensidade no período noturno. Os sintomas se desenvolvem com o passar do tempo e podem se agravar se não houver tratamento, e as principais causas da neuropatia é a lesão promovida pela diabetes, pressão sanguínea elevada, problemas vasculares, infecções, doenças autoimunes e algumas drogas quimioterápicas.

Os tipos de tratamentos vão variar de acordo com qual nervo foi lesionado, quais os sintomas apresentados pelo paciente e a localização, valendo ressaltar que não há cura definitiva porém os tratamentos disponíveis são capazes de reduzir significativamente os sintomas. Há possibilidades de evitar o aparecimento da doença e até retardar seu avanço adotando estilos de vida saudáveis como exercícios físicos, dieta balanceada rica em vitaminas e sais minerais, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas e cigarro. No caso da neuropatia provocada por diabetes o controle dos níveis de glicose plasmáticos é essencial, as neuropatias causadas por processos autoimunes e inflamação podem ser controlados através de medicamentos que diminua a migração de células de defesa para esses locais, como por exemplo medicamentos ditos imunossupressores em geral outros medicamentos podem ser utilizados para diminuição da dor como os analgésicos, ou até mesmo para diminuir a condução de sinais pelo nervo lesionado.

Como a progressão da doença pode ser rápida, e o aparecimento de sintomas podem ter variações o ideal é procurar um médico especialista para a avaliação do caso. Como os sintomas envolvem dor, formigamento, falta de sensibilidade, dormência e diminuição da motilidade local se o indivíduo não procurar um especialista há o risco de estar desenvolvendo outra doença mais grave, como o câncer que podem se infiltrar nas fibras nervosas e causar sintomas semelhantes aos da neuropatia.

Atualmente há diversos estudos científicos focando no entendimento fisiopatológico das neuropatias a fim de elucidar os mecanismos envolvidos no desenvolvimento da doença, estas pesquisas variam desde estudos clínicos com pacientes, estudos da genética e a história natural das neuropatias. Outras pesquisas tentam compreender como a disfunção do sistema imunológico pode evoluir contribuindo na geração de lesões de nervos, o melhor entendimento destes campos levará a correta interpretação da patologia, possibilitando métodos melhores de prevenção e redução do avanço da doença.

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Fontes:

National Institute of Neurological Disorders and Stroke, disponível em: https://www.ninds.nih.gov/Disorders/All-Disorders/Peripheral-Neuropathy-Information-Page Acesso em 14/10/19.

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