Síndrome de Sweet

A síndrome de Sweet, antigamente chamada de dermatose neutrofílica aguda febril, descrita primeiramente no ano de 1964 por Robert Douglas Sweet, consiste em uma desordem rara, caracterizada por febre, surgimento abrupto de placas e nódulos eritematosos e dolorosos, neutrofilia e infiltrado de polimorfonucleares na derme.

Ainda não é conhecida a exata causa desta afecção. Alguns fatores apontam que esta síndrome se trate de uma reação de hipersensibilidade a antígenos endógenos e exógenos. Esses fatores incluem a ligação com outras patologias, o número de casos precedidos de infecção respiratória, bem como a reprodução das lesões histológicas idênticas as da síndrome em questão, depois de ocorrida exposição aos antígenos do Streptococcus viridian e/ou Candida sp.

Clinicamente, são encontrados placas ou nódulos eritematosos, associados a bolhas e úlceras dolorosas e sensíveis, que surgem preferencialmente no tronco, nas extremidades do corpo, na face e na região cervical. Febre e leucocitose periférica também podem ser observadas nos pacientes com a síndrome de Sweet. Outros sinais e sintomas incluem artralgia, artrite, mialgia, conjuntivite, episclerite, úlceras orais e genitais, hepatite, infiltrado pulmonar, proteinúria e insuficiência renal.

Diversas doenças podem estar relacionadas à síndrome de Sweet, como diferentes tipos de cânceres, incluindo a leucemia, o câncer de mama, o carcinoma do trato genito-urinário e do trato digestivo. Em raros casos, pode estar associada ao uso de certos fármacos, como carbamezepina, hidralazina, minociclina, levonorgestrel/etinilestradiol, dentre outros.

Exames de sangue, que apontam aumento do número de leucócitos totais e de velocidade de hemossedimentação, além de biópsia de pele são importante no fechamento do diagnóstico.

O tratamento é feito utilizando corticoides por via oral, como prednisona. Para as lesões focais, pode ser feito o tratamento tópico com pomada a base de clobetasol ou infiltração de corticoide.

Quando não é estabelecido um tratamento, este transtorno pode persistir por dias a meses, ou então, regredir espontaneamente. Após o desaparecimento da síndrome, tanto espontaneamente quanto após tratamento, pode haver recidivas, mais comum em pacientes que apresentam neoplasias.

Fontes:
http://www.derme.org/boletins/sweet.html
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0365-05962006000900017&script=sci_arttext
http://www.spmi.pt/revista/vol06/vol6_n3_1999_148-151.pdf

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