Uremia

Graduado em Ciências Biológicas (UNIFESO, 2014)

A uremia é uma condição na qual os rins param de filtrar a ureia e outros componentes, resultando no acúmulo dessas substâncias na corrente sanguínea e assim intoxicando o organismo.

A insuficiência renal faz com que componentes químicos de origem proteica que são liberados pelo fígado não sejam filtrados adequadamente pelos rins. Os principais componentes acumulados no organismo são a ureia e creatinina, além do sódio, magnésio e potássio, que agravam a situação. O acúmulo dessas substâncias pode causar náuseas e vômitos, dificuldade para respirar, câimbras, tosse, cefaleia, sono excessivo, alterações no batimento cardíaco e até o coma. Essas substâncias se tornam tóxicas para os tecidos de vários órgãos ocasionando a destruição destes por excesso de proteínas.

O bom funcionamento dos rins pode ser comprometido por outras doenças como a diabetes, o alcoolismo e consumo de outras drogas, a hipertensão, o cálculo renal, infecções agudas, e também lesão por meio de pancadas. A retenção de líquidos no organismo ocasionada por outras causas não renais, como dietas com proteínas em excesso, é outro fator para a insuficiência renal.

O diagnóstico da uremia é feito através do exame de sangue, onde é avaliada a quantidade de eletrólitos e de ureia, sendo que os valores normais são de 10 a 40 mg/dl. Quando o exame aponta concentração acima do que é considerado normal dá-se o nome de hiperuremia, sendo considerados muito preocupantes valores acima de 200 mg/dl, podendo levar ao óbito. Já os níveis abaixo do normal são denominados hipouremia.

A hemodiálise é recomendada para o tratamento do enfermo com insuficiência renal, sendo geralmente requeridas um mínimo de 3 seções semanais da terapia. Trata-se de um tratamento agressivo, no qual é retirado todo o sangue do doente para ser filtrado artificialmente por uma máquina. Para a realização do procedimento, um tubo denominado cateter é inserido por um pequeno procedimento cirúrgico em alguma veia, geralmente do pescoço, da virilha ou do tórax, que possibilita a passagem de grande quantidade de sangue. É comum a necessidade de troca desse tubo durante o procedimento, caso haja desconforto no local ou dificuldade na passagem do sangue.

Todo o processo dura em torno de 3 a 5 horas e o paciente pode sentir queda na pressão arterial, câimbras e cefaleia. Durante o procedimento, o paciente precisa de um acompanhamento multiprofissional que inclui uma equipe de enfermagem para realização dos curativos e dos demais cuidados e orientações, e um médico nefrologista que verificará como está a quantidade da ureia no sangue. É importante também a disponibilidade de um nutricionista, para evitar que haja a ingestão de líquidos e alimentos ricos em sódio, potássio ou fósforo, visto que tais substâncias em excesso podem resultar na necessidade de mais sessões de hemodiálise. É possível fazer também o transplante de rim, que atualmente é a única solução para o problema além da hemodiálise.

A melhor forma de lidar com a doença é a prevenção, que consiste em cuidar bem dos rins com a ingestão adequada de líquidos. Considera-se que um adulto deva ingerir no mínimo 2 litros de água por dia, podendo ser consumida na forma líquida ou embutida nos alimentos. Hábitos pouco saudáveis para a saúde, como o tabagismo e o alcoolismo, também prejudicam o funcionamento adequado do órgão. Além disso, deve-se evitar a ingestão de quantidades elevadas de proteína e sódio, e manter uma dieta equilibrada que impeça a obesidade, a diabetes e a pressão sanguínea elevada.

Referências:

https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1323978/uremia+conceito+causas+valores+de+referencia+diagnostico+tratamento+e+prevencao.htm

https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-736X2015000600562&script=sci_arttext

https://www.sbn.org.br/orientacoes-e-tratamentos/doencas-comuns/insuficiencia-renal/

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