Bioindicadores

Bioindicadores são organismos vivos que indicam de forma precoce a presença de alterações ambientais, sendo que esses indicadores podem identificar diversos tipos de modificações, antes que se agravem, além de determinar qual tipo de poluição pode afetar determinado ecossistema.

Bioindicadores podem ser indivíduos ou mesmo comunidades, cujas funções vitais se relacionam tão estreitamente com determinados fatores ambientais, que podem ser empregados como indicadores na avaliação de uma determinada área. Em geral, a alteração da abundância, diversidade e composição do grupo de indicadores mede a perturbação do ambiente. Existe tipos diferentes de Bioindicadores:

  • Sentinelas: introduzidas para indicar níveis de degradação e prever ameaças ao ecossistema.
  • Detectores: são espécies locais que respondem a mudanças ambientais de forma mensurável.
  • Exploradoras: reagem positivamente a perturbações.
  • Acumuladoras: permitem a verificação de bioacumulação.
  • Sensíveis: modificam acentuadamente o comportamento.

Todos os grupos de seres vivos podem ser potencialmente bioindicadores, entretanto os melhores organismos para o monitoramento biológico são os invertebrados, mais especificamente os macroinvertebrados, pois são mais simples para se amostrar, são de extrema eficácia, possuem tolerâncias e sensibilidades variadas. Em especial os grupos dos insetos são ótimos bioindicadores, como os Odonatas (Libélulas), Coleóptera (Besouros), Lepidóptera (Borboletas e Mariposas), Himenópteros (Formigas, Vespas e Abelhas) e os mais usados Ephemeroptera, Plecoptera, Trichoptera conhecidos pela sigla “EPT”.

Por que usar bioindicadores?

  • É um método simples, rápido e de baixo custo
  • Eles fornecem sinais rápidos sobre problemas ambientais, mesmo antes do homem saber sua ocorrência e amplitude.
  • Permitem que se identifiquem as causas e os efeitos entre os agentes estressores e as respostas biológicas.
  • Oferecem um panorama da resposta integrada dos organismos e modificações ambientais.
  • Permitem avaliar a efetividade de ações mitigadoras tomadas para contornar os problemas criados pelo homem.

Sabendo disso, podemos adequar o uso de alguns organismos para otimizar a eficiência para alguma área especifica, veja:

  • Bioindicadores da qualidade da água: comumente usados protozoários, por causa de sua alta abundância, tempo de multiplicação curto, são sensíveis a alterações na cadeia trófica e facilmente mantidos em laboratórios para os testes.
  • Bioindicadores de poluentes do ar: Leveduras e Liquens são usados para medir o nível de ao dióxido de enxofre, fluoretos, ozônio e dióxido de carbono, que é a poluição do ar. A presença delas em folhas de Ipê amarelo ou roxo ocorre em áreas com menores índices de poluição do ar.
  • Bioindicadores de poluentes do solo: Bactérias, fungos e diversos invertebrados podem desempenhar o papel de bioindicador, tais organismos permitem verificar a qualidade do solo, pois englobam atributos físicos, químicos e biológicos que são necessários.

Referências:
BARBOSA, B. C. 2013. Uso de Vespas Sociais (Vespidae: Polistinae) como Bioindicador de Qualidade Ambiental de Fragmento Urbano de Mata Atlântica. Rio de Janeiro: Nelson de Azevedo Branco.

International Union for Conservation of Nature and Natural Resources 2009. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2009 Versão 1. Página visitada em 14 de janeiro de 2013.

TOUROULT J.; LE GALL P. 2013. Fruit feeding Cetoniinae community structure in an anthropogenic landscape in West Africa. Journal of Insect Conservation. v 17, p 23-34.

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