Livre mercado

Livre Mercado ou Capitalismo de Livre Mercado é o sistema econômico onde trocas comerciais entre indivíduos e instituições podem acontecer sem a interferência do Estado. É uma economia descentralizada e independente, marcada pela cooperação social: uma relação de trocas voluntárias. Há ainda a divisão do trabalho e a propriedade privada de todos os meios de produção.

No Livre Mercado, as trocas comerciais só são possíveis porque cada parte espera ganhar com ela. O comércio acontece porque ambas as partes se beneficiam, ambas podem obter ganhos, caso contrário, não se envolveriam na troca. Por exemplo, João troca laranjas por dinheiro (a venda é uma troca comercial). Maria tem dinheiro mas deseja obter laranjas. A troca voluntária acontece porque João está ganhando ao trocar suas laranjas por dinheiro e Maria ao trocar seu dinheiro por laranjas.

As decisões sobre o que se produz, em que quantidades, por quais métodos e em que locais são tomadas com o objetivo de satisfazer as demandas dos consumidores. Quando as empresas operam em um ambiente de livre concorrência, elas devem se esforçar para descobrir o mais rápido possível o que seus consumidores querem, já que só podem obter lucros quando atendem aos anseios do consumidor. Caso contrário, seu negócio quebrará; porque o consumidor pode comprar de outra empresa ou simplesmente não comprar seu produto ou contratar seu serviço.

No capitalismo de livre mercado, produtores e prestadores de serviços de todos os ramos da economia negociam livremente os preços com seus clientes, sem interferência do governo por meio de regulamentações ou cartéis protegidos. Foto: Tyler Olson / Shutterstock.com

O mesmo não acontece em uma economia onde a mão do Estado atua. Ao centralizar a economia, com regulamentações que freiam a concorrência, o Estado pode gerar monopólios e cartéis. Por exemplo, se as regulamentações da indústria do chocolate forem tão rígidas que apenas grandes empresas consigam cumpri-las, a possibilidade de novos concorrentes se torna cada vez menor, e o dono da indústria de chocolate não precisará se esforçar tanto para agradar seus consumidores, já que seria uma das poucas opções ou até a única que eles teriam, podendo diminuir a qualidade e elevar os preços de seus produtos e ainda continuar tendo lucros.

O Estado também não determinaria um salário mínimo no Livre Mercado. Se o serviço de um operador de caixa de supermercado é diferente do trabalho de uma atendente de loja, seus salários valerão diferente no mercado. Ainda é possível destacar que para vender melhores produtos e serviços, é necessário que se contrate os melhores funcionários, algo que estimula o aumento de salários e condições de trabalho para atrair os melhores profissionais.

A formação de preços também não seria controlada pelo Estado. Os vendedores poderiam levar em conta o valor da matéria-prima, do tempo de produção, da quantidade de funcionários ou máquinas usados para produzir, da raridade do produto e especialmente, de até quanto o consumidor estaria disposto a pagar por ele.

O Livre Mercado pode ser defendido a partir da ética de direitos naturais, onde a liberdade e propriedade dos indivíduos seria a base, de modo que o Estado não teria direito de intervir na Economia. Ou com base em sua eficácia: economias com o Estado como planejador central e propriedades estatais se tornam caóticas.

Referências:

MISES, Ludwig Von. As seis lições. São Paulo:Instituto Ludwig Von Mises, 7 ª edição, 2009, 13-25p.

MISES, Ludwig Von. O que realmente é o mercado. Disponível em: <https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1398>. Acesso em 20 de dezembro de 2018.

RAND, Ayn. Capitalismo: o que você precisa saber. Disponível em: <https://objetivismo.com.br/artigo/capitalismo-o-que-voce-precisa-saber#_ftn12>. Acesso em 18 de dezembro de 2018.

ROTHBARD, Murray N. O que é o Livre Mercado?. Disponível em: <https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=52>. Acesso em 20 de dezembro de 2018.

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