Visconde de Taunay

Graduada em Letras - Literatura e Língua Portuguesa (UNIABEU, 2015)

Filho de Félix Emílio Taunay, o Barão de Taunay e de Gabriela de Robert d’Escrangnolle, o romancista Alfredo Maria Adriano d”Escrangnolle Taunay nasceu no Rio de Janeiro no dia 22 de Fevereiro de 1843. De família nobre, Taunay foi criado em torno de muita cultura, fora influenciado dentro de sua própria família, pelo pai, que foi dirigente da Escola Nacional de Belas Artes e pôr seu avô, Nicolau Antonio Taunay, que foi um grande pintor e chefe da Missão Artística Francesa.

Estudou Humanidades no Colégio Pedro II, e em 1858 formou-se bacharel em Letras.

Posteriormente, no ano de 1859, iniciou o curso de Ciências Físicas e Matemáticas da escola Militar. Em 1864, tornou-se segundo-tenente de artilharia; inscreveu-se no 2º ano de Engenharia Militar, porém não o concluiu, devido à convocação para a Guerra do Paraguai. Foi ajudante na Comissão de Engenheiros na Expedição de Mato Grosso. Tal experiência transformou-se em grande inspiração para o seu primeiro livro em 1868, que fora intitulado de “Cenas de viagem”.

Teve, ao longo da vida, importantes participações militares, dentre elas a produção do Diário da Guerra. Após a guerra conseguiu terminar o curso de Engenharia, passando a professor de Geologia e Mineralogia da Escola Militar.

No ano de 1871, sob o pseudônimo de “Sílvio Dinarte”, publicou seu primeiro romance, “Mocidade de Trajano”.

Candidatou-se, por indicação do Visconde do Rio Branco, a deputado geral do Estado de Goiás, que o elegeu em 1872, sendo renovado seu mandato em 1875. Foi presidente da província de Santa Catarina de 1876 a 1877. Em 1878 viajou para a Europa, em uma longa jornada de estudos.

Retornou ao Brasil em 1880, lutando por diversas causas importantes, como o casamento civil e a libertação gradual dos escravos.

Passou por diversas fases de candidatura até o ano de 1888, e em 1889 recebeu o título de Visconde. Sua carreira nos negócios públicos foi encerrada com a proclamação da República, visto que permaneceu monarquista até o fim de seus dias.

Visconde de Taunay faleceu em 25 de janeiro de 1899, no Rio de Janeiro.

Principais obras:

  • Mocidade de Trajano, 1870.
  • La retraite de Laguna, 1872.
  • A retirada da Laguna (edição em português, traduzida por Salvador de Mendonça), 1874.
  • Inocência, 1872.
  • Lágrimas do coração, 1873.
  • Histórias brasileiras, 1874.
  • Da mão à boca se perde a sopa, 1874.
  • Ouro sobre azul, 1875.
  • Narrativas militares, 1878.
  • Por um triz, Coronel, 1880.
  • Céus e terras do Brasil, 1882.
  • Estudos críticos, 2 vols., 1881 e 1883.
  • Amélia Smith, 1886.
  • O Encilhamento, 1894.
  • No declínio, 1899.
  • Reminiscências, 1908.
  • Trechos de minha vida, 1911.
  • Viagens de outrora, 1921.
  • Visões do sertão, 1923.
  • Dias de guerra e do sertão, 1923.

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