Geologia

Doutorado em Geociências (USP, 2015)
Mestrado em Geologia Sedimentar (UNISINOS, 2008)
Graduação em Ciências Biológicas (UNISINOS, 2006)

Geologia é a ciência que estuda a Terra. A palavra “geologia” deriva das palavras GEO (Geo, em latim, que significa Terra) + LOGIA (de logos, em latim, que significa estudo, ciência). Então, Geologia é a ciência que estuda a Terra, desde a sua origem, formação, evolução ao longo de milhares de anos, sua constituição, seu funcionamento, bem como as alterações endógenas (forças atuantes no interior da Terra) e exógenas (forças atuantes na superfície terrestre que influenciam na modelagem do relevo) que a modelam. Esse entendimento sobre a Terra possibilita a compreensão que nosso planeta funciona como um sistema todo conectado, o que favorece também, a conscientização e preservação dos diferentes habitats que sustentam a vida na Terra.

A Geologia, como ciência, procura decifrar a história geral da Terra, desde o momento em que se formaram as rochas, até o tempo presente. Para isso, como em muitas outras áreas das ciências, a Geologia depende de instrumentos e experimentos em laboratórios e simulações computacionais para descrever as propriedades físicas e químicas de amostras provenientes da superfície da Terra. Essas amostras são coletadas em viagens de campo. Por isso, a Geologia é conhecida como uma “ciência de campo”, onde se baseia principalmente na observação e experimentos no local do objeto de estudo, ou seja, onde será sua área de estudo.

O geólogo (profissional que estuda a Geologia) realiza a observação direta dos processos, utilizando-se de modelos comparativos na forma como ocorrem no mundo atual, com aquelas que são inferidas a partir do registro geológico. O registro geológico é a informação que está contida e preservada nas rochas, que tiveram sua origem em diferentes períodos da longa história da Terra.

A evolução da Terra é marcada por muitos eventos extremos e infrequentes, mas que envolvem mudanças rápidas no sistema. O Princípio do Uniformitarismo, proposto no século XVIII pelo médico e geólogo escocês James Hutton, considera que os processos geológicos atuais ocorreram de modo muito semelhante aos que aconteceram ao longo da história evolutiva da Terra. Isso pode ser resumido na frase: “o presente é a chave do passado”. Isso não significa que os fenômenos geológicos ocorram de forma lenta e gradual. Alguns dos eventos mais importantes que aconteceram sobre a Terra aconteceram de forma súbita, como o caso de meteoros que impactaram a Terra, vulcões em erupção, e falhas geológicas que podem rachar o solo num terremoto. Outros eventos ocorrem de forma mais lenta, sendo necessários milhões de anos para acontecer, como a migração de continentes, soerguimento e erosão de montanhas, ou sistemas fluviais depositarem espessas camadas de sedimentos. Esses processos geológicos ocorrem em diferentes escalas, tanto no tempo como espaço, e não implica que os fenômenos geológicos significativos sejam somente aqueles que observamos atualmente. Até porque, grandes fenômenos geológicos de escala global não têm sido observados no registro histórico desde o surgimento do homem moderno.

A percepção de “tempo” é muito relevante na área das geociências, pois a escala de tempo geológico é muito grande, onde se consideram milhões de anos atrás, muito diferente do tempo humano conhecido, que fica em torno de 80 anos.

Veja a imagem do Grand Canyon. As rochas mostram um empilhamento vertical, de várias pequenas camadas horizontais, desde a base (onde está localizado o rio) até o topo do canyon. As rochas da base (próximas ao rio), têm de 1.7 a 2.0 bilhões de anos. Durante milhares de anos, camadas de sedimentos foram se acumulando sobre essas rochas da base. A camada mais recente, as rochas do topo, tem cerca de 250 milhões de anos. Esse ordenamento das camadas obedece à Lei da Sobreposição, onde as rochas que estão por baixo são mais antigas (velhas) do que as que estão por cima.

Grand Canyon. Foto: Jason Patrick Ross / Shutterstock.com

Apesar do sucesso do princípio do uniformitarismo e de sua utilização desde que foi proposto, ainda é muito limitado para mostrar como uma ciência tão complexa, como a ciência geológica, atua. A moderna Geologia ocupa-se com todo intervalo da história da Terra, pois os violentos processos que moldaram a história primitiva da Terra foram substancialmente diferentes e mais impactantes daqueles que atuam nos dias de hoje.

Bibliografia:

1. TEIXEIRA, W.; FAIRCHILD, T.; TOLEDO, M.C.M. & TAIOLI, F. (2007). Decifrando a Terra. 2ª edição, São Paulo, SP; Companhia Editora Nacional, 623p.
2. PRESS, F.; SIEVER, R.; GROTZINGER, J. e JORDAN, T.H. (2013). Para entender a Terra. Tradução R. Menegat (coord.), 6ª edição, Porto Alegre, RS; Bookman, 656p.

3. WICANDER, R.; MONROE, J.S. (2009). Fundamentos de Geologia. 1ª edição, São Paulo, SP; Cengage Learning, 507p.

http://www.cprm.gov.br/publique/Redes-Institucionais/Rede-de-Bibliotecas---Rede-Ametista/Canal-Escola/Geologia-4007.html

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