Terremoto

Mestre em Educação, Comunicação e Tecnologia (UDESC, 2016)
Graduada em Geografia (UDESC, 2014)

Os terremotos, sismos ou abalos sísmicos são episódios de liberação de energia mecânica acumulada nas placas tectônicas através da deformação plástica, acarretando tremores bruscos na superfície da Terra. A maioria dos terremotos são causados por choques subterrâneos de placas rochosas (placas tectônicas), outros motivos podem ser o grande deslocamento de gases, atividades vulcânicas e ação antrópica (explosões, ruptura de barragens, minerações, extração de fluídos do subsolo, etc.), no entanto, os terremotos causados pelo movimento das placas tectônicas são os mais intensos e com maior alcance.

Os terremotos costumam ocorrer nas áreas de choque entre diferentes placas tectônicas. Ilustração: visdia / Shutterstock.com

A crosta terrestre ou litosfera é formada por placas rígidas (placas tectônicas) que se deslocam em diferentes direções (convergindo e divergindo entre si), como se flutuassem sobre o manto - porção da Terra de consistência plástica abaixo da litosfera. O movimento lento de compressão entre duas placas gera acumulação de energia pela deformação elástica nas bordas de placas, que em dado instante é tão grande que supera o limite de resistência das rochas nos planos de falha e ocorre uma ruptura (falha geológica). A energia potencial contida na borda da placa é instantaneamente convertida em energia cinética e transferida para as rochas adjacentes da litosfera, quando então ocorrem os terremotos (liberação desta energia).

As ondas são recebidas e registradas por sismógrafos que possibilita à determinação da intensidade, foco, etc. A intensidade dos terremotos é medida por escala Richter, a qual atribui magnitudes em logaritmos de 1 a 10 e está relacionada à quantidade de energia liberada. Essa escala logarítmica calcula de um grau para o grau seguinte, a diferença na amplitude das vibrações de dez vezes. Isso significa que um terremoto de magnitude 7 tem vibrações dez vezes maiores que um terremoto de magnitude 6 e cem vezes maiores que um cuja magnitude é 5.

Uma outra maneira de medir os terremotos é avaliando os efeitos que eles causam fisicamente em determinado lugar, ou seja, a intensidade de agitação e destruição na superfície (estrutura e efeito sobre as pessoas). Para isso, usa-se a Escala Mercall classificada de I a VII em números romanos de acordo com sua intensidade. Quanto mais raso for o epicentro do terremoto em relação à superfície terrestre, maiores serão os danos causados. Importante evidenciar que, nenhuma localização na superfície da terra está isenta dos efeitos do terremoto, no entanto elas são sentidas com intensidades diferentes, destrutiva em alguns lugares e imperceptível em outros.

Na superfície da Terra, os terremotos manifestam-se através de tremores e deslocamento do solo. No entanto, quando o epicentro de um grande terremoto está localizado no fundo oceânico, ele pode deslocar uma grande quantidade de água pela energia cinética transferida para água e formar um tsunami.

Em conclusão, é possível observar que as áreas que possui maior atividade sísmica do planeta é o Círculo de Fogo do Pacífico, área formada por uma série de arcos vulcânicos e fossas oceânicas. Os mapas que mostram a localização dos epicentros evidenciam a grande concentração dos sismos nos bordos da placa do Pacífico, por esse fator, que os terremotos estão distribuídos nas regiões de instabilidade tectônica, onde ocorrem os vulcanismos e formação de cadeias montanhosas.

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Referencial Bibliográfico:

POPP, José Henrique. Geologia Geral. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S.A, 5ª ed., 2004.

MOLINA, Eder C. Terremotos. Disponível em: http://www.iag.usp.br/~eder/deriv.ppt. Acesso: Dezembro de 2017.

Link Disponível: http://www.cprm.gov.br/publique/Redes-Institucionais/Rede-de-Bibliotecas---Rede-Ametista/Canal-Escola/Terremotos-1052.html. Acesso: dezembro de 2017