Escala Richter

Mestre em Educação, Comunicação e Tecnologia (UDESC, 2016)
Graduada em Geografia (UDESC, 2014)

A escala Richter foi desenvolvida pelos sismólogos Charles Francis Richter (1900-1985) e Beno Guttemberg (1885-1960), enquanto estudavam terremotos no sul da Califórnia, e foi usada até a década de 70 do século XX como forma de medir e comparar a magnitude de eventos sismológicos ao redor do globo, sendo a substituída pela escala de magnitude do momento ou escala Mw.

A escala Richter leva em conta a amplitude de onda marcada pelo sismógrafo, aparelho que utiliza um pêndulo para medir distúrbios sismológicos causados pelos movimentos naturais da crosta terrestre. As medições têm como padrão as medições feitas a partir de 100 quilômetros do epicentro do evento, porção da terra em que o tremor é sentido com mais intensidade. As medições utilizam uma escala logarítmica em que um “ponto” na escala significa 10 vezes mais amplitude no sismógrafo, então entre o ponto 3 da escala e o ponto 5 temos um aumento de 100 vezes na amplitude da onda. É importante notar que a amplitude da onda não é mesma medida que a energia liberada pela mesma, apesar de haver uma relação entre a amplitude e a energia liberada pela onda na razão de 1 para 3,2 aproximadamente, sendo assim, cada ponto na escala Richter libera 32 duas vezes mais energia do que o anterior com um aumento de dez pontos na amplitude da onda.

Os efeitos dos terremotos podem ser relacionados com a escala da seguinte forma:

  • 1,0 a 1,9: eventos detectados somente por sismógrafos, ocorrem diversas vezes durante o dia, isso se deve a movimentação constante da crosta terrestre.
  • 2,0 a 2,9: são tremores sentidos por poucas pessoas e acontecem em média 800 mil vezes durante o ano.
  • 3,0 a 3,9: nesse estágio o terremoto já é sentido pela maioria das pessoas e tem uma frequência média de 20 mil por ano.
  • 4,0 a 4,9: já temos danos físicos a edifícios nesse estagio, principalmente a vidros e vidraças. São medidos aproximadamente 2800 por ano.
  • 5,0 a 5,9: aqui já temos queda de mobiliário e alguns danos estruturais. A frequência não ultrapassa mil ocorrências por ano.
  • 6,0 a 6,9: o dano a crosta terrestre passa a ser visível com aberturas de fendas e queda de edifícios, aproximadamente 185 desses tremores ocorrem por ano.
  • 7,0 a 7,9: nesse ponto os tremores vão danificar estruturas como pontes e barragens. Ocorrem em media 14 desses tremores por ano.
  • acima de 8,0 pontos: esses são os terremotos de grande magnitude que causam grandes desastres e muitos danos estruturais a edifícios. Por sorte esse eventos são raros ocorrendo a cada cinco anos em média.

Importante notar que apesar de não haver limite para a escala Richter a própria Terra impõe um limite físico para escala, não havendo eventos superiores a 10 graus na escala.

A escala Richter é a mais conhecida forma de medir a magnitude de um terremoto, mas não é a única, temos também a escala Mw, já citada no texto, e a escala Mercali. A escala Mw é muito parecida com a escala Richter, sendo inclusive uma escala logarítmica, mudando apenas a formula de cálculo da escala. Já a escala Mercalli mede os efeitos do terremoto em relação aos seres humanos, indo de I a XII, sendo “I” vibrações sentidas por aparelhos e “XII” que significa destruição total com ondas visíveis. A questão da escala de Mercalli é que ela depende do ponto do globo onde o observador se encontra, um terremoto de grande magnitude pode ser descrito como de nível um por um observador longe o suficiente na Terra.

Referência bibliográfica:

http://www.smg.gov.mo/www/cvs/sis/p_sis_p6.htm

https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/23913/23913_3.PDF

http://www.if.ufrgs.br/mpef/mef004/20021/Marcelo/richter-escala

http://www.apolo11.com/perguntas_e_respostas_sobre_terremotos.php?faq=3

https://www.britannica.com/biography/Beno-Gutenberg

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/CharFraR.html

GLABER, Robert E; PETERSEN, James F; TRAPASSO, L. Michel. Essentials of physicalgeography. Belmont, CA: Thomson, 2007. 8ª ed.

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