Exercícios de Literatura

Selecionamos as questões dos vestibulares mais importantes do país para elaborar este banco de exercícios de Literatura.

Exercício 1: (Acafe 2015/2)

Sobre a obra O Cortiço, de Aluísio Azevedo, assinale a alternativa correta.


Exercício 2: (Acafe 2015/2)

“Uma vida insignificante - a chegada ao Brasil, a morte do pai que vendia gravatas com o toco do braço que perdeu, um pai saudoso do conde Alexei, cujas botas ele consertava, em seguida o trabalho numa loja, da qual se torna proprietário, depois um casamento insosso, um filho, dois ou três conhecidos, afinal a solidão de sempre e a UTI - e no entanto, para o leitor, que vida trepidante! Atrás do balcão de sua nulidade, nosso herói imagina desvarios de alegria que se desdobram em castelos delirantes de uma outra vida, pontilhada tanto de aeromoças que o amam em bolhas plásticas em pleno céu quanto de um reencontro caloroso com um Noel Nutels que, nos sonhos, o reconheceria imediatamente mesmo anos depois. E o homem que conta vai promovendo também o sonho da comunhão universal, mental e geográfica, o sublime com o torpe, a confluência do índio com a civilização [...] Uma trajetória puramente mental de picos hilariantes, como o major Azevedo, militar da repressão, silenciado por uma inscrição de banheiro sobre sua mulher, ou a militante Sarita, na cidade, conclamando os índios contra o imperialismo do homem branco, de acordo com a orientação ideológica da célula stalinista.”
(Cristóvão Tezza. Fragmento adaptado.)

O texto acima tem como referência:


Exercício 3: (Acafe 2015/2)

Correlacione as colunas a seguir considerando os textos com as respectivas obras e autores.

( 1 ) A Majestade do Xingu, de Moacyr Scliar
( 2 ) Várias histórias, de Machado de Assis
( 3 ) A Hora da Estrela, de Clarice Lispector
( 4 ) O Cortiço, de Aluísio Azevedo
( 5 ) O fantástico na Ilha de Santa Catarina, de Franklin Cascaes

( ) As redes usadas naqueles tempos de antanho, tempo bastante afastado desde a colonização, eram confeccionadas com fibras de gravatá, de tucunzeiro e de imbiraçu. Os homens, quando viram as mulheres nuas dentro da lancha, ficaram atarantados, pois, em minutos frescos, elas haviam perdido o poder do estado fadórico, [...], cortado de alto a baixo pelo poder da lâmina espiritual da oração das treze verdades.
( ) “Agora estávamos morando no Brasil. Melhor: estávamos morando no Bom Retiro. Na rua se falava iídiche, havia sinagogas, escolas judaicas, sociedades judaicas. Sim, as redondezas estavam cheias de góim, e muita surra eu levaria no Sábado de Aleluia para aprender a não judiar de Cristo – mas, de alguma forma, nós nos sentíamos em casa.”
( ) “Você está muito enganado, ‘seu’ João, se cuida que se casa e me atira à toa! Exclamou ela. Sou negra, sim, mas tenho sentimentos! Quem me comeu a carne tem de roer-me os ossos! Então há de uma criatura ver entrar e sair ano a puxar pelo corpo todo o santo dia que Deus manda ao mundo, desde pela manhãzinha até pelas tantas da noite, para depois ser jogada no meio da rua, como galinha podre?! Não! não há de ser assim, ́seu João’.”
( ) “Agora não é confortável: para falar da moça tenho que não fazer a barba durante dias e adquirir olheiras escuras por dormir pouco, só cochilar de pura exaustão, sou um trabalhador manual. Além de vestir-me com roupa velha rasgada. Tudo isso para me por no nível da nordestina.”
( ) “A cartomante fê-lo sentar diante da mesa, e sentou-se do lado oposto, com as costas para a janela, de maneira que a pouca luz de fora batia em cheio no rosto de Camilo. Abriu uma gaveta e tirou um baralho de cartas compridas e enxovalhadas. Enquanto as embaralhava, rapidamente, olhava para ele, não de rosto, mas por baixo dos olhos. Era uma mulher de quarenta anos, italiana, morena e magra, com grandes olhos sonsos e agudos.”

A sequência correta, de cima para baixo, é:



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