Capelobo

O Capelobo é um personagem do folclore brasileiro, identificado com aparência de monstro. Segundo a lenda, muito comum nos Estados do Amazonas, Maranhão e Pará, seu corpo é uma mistura de humano com outras espécies animais.

Conforme a história, sua cabeça e focinho são de tamanduá-bandeira (cachorro ou anta); corpo de humano, com braços e pernas fortes; estatura aproximada de dois metros; patas redondas; apenas um olho no meio da testa; e pelos por todo o corpo. Ele é muito veloz e gosta de correr pelas matas próximas aos rios e várzeas. Ele costuma rodear casas ou barracas localizadas no meio da mata, no período noturno. Emite rugido alto e prefere se alimentar de cães e gatos, principalmente recém-nascidos.

O Capelobo também gosta de atacar caçadores, muitas vezes acaba matando e bebendo o sangue das vítimas. A lenda possui muita semelhança com a do Lobisomem, por isso, para alguns folcloristas, é considerado uma espécie de lobisomem da região norte do país. A única forma de matar este ser é atingi-lo no umbigo.

De acordo com estudiosos, o nome pode ser de origem indígena, uma junção de capê (osso quebrado) e lobo. Segundo o mito, alguns índios que habitam o Rio Xingu (curso de água que inicia no Mato Grosso e se transforma em afluente no Rio Amazonas), podem se transformar em Capelobo.

O Mylohyus nasutus (queixada de nariz comprido) é uma espécie de mamífero extinta da família da queixada (tayassuidae), que existia no meio-oeste dos Estados Unidos, na última era glacial (até 7 mil a.C). Suas características apresentam algumas semelhanças com o Capelobo, como focinho comprido, pelos no corpo e pernas longas. Podia chegar a 90 cm de altura, 1,60 m de comprimento e 85 kg.

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