O constante desenvolvimento de novas técnicas no combate ao câncer

Por Biotec Junior
Categorias: Genética
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O câncer é atualmente a segunda doença que mais mata no Brasil. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), afeta cerca de 14 milhões de pessoas no mundo, com tendência a aumentar cada vez mais.

O câncer se caracteriza pela divisão celular descontrolada, ou seja, o organismo produz mais células do que o normal e essas células tendem a ser muito agressivas, formando tumores, que são acúmulos dessas células cancerígenas. Essas células se caracterizam por um crescimento desordenado (maligno) que invadem órgãos e tecidos. Além disso, podem se espalhar para outras regiões do corpo, o que é chamado de metástase.

Os diferentes tipos de câncer são decorrentes dos diferentes tipos de tecidos que formam um organismo, havendo, portanto, diferentes tipos de células.

As causas do câncer podem variar entre fatores internos, como predisposição genética, sistema imunológico comprometido e vírus ou fatores externos como consumo de drogas, exposição à radiação ou à produtos químicos e vírus. Também pode-se citar a hereditariedade, que não é em geral considerada causa do câncer, mas sim como uma probabilidade.

Existem diversos estudos e pesquisas em constante desenvolvimento para gerar efetivas terapias contra os mais variados tipos de câncer.

Como por exemplo, o estudo de uma vespa brasileira que produz uma toxina capaz causar a morte de células cancerígenas sem afetar as células normais. Isso ocorre devido à composição da membrana celular, que é diferente em células normais e em células cancerígenas. Essa toxina, denominada MP1 ataca a membrana da célula, formando grandes poros que liberam moléculas essenciais para seu funcionamento, como RNA e proteínas.

Outro estudo em desenvolvimento se relaciona com o chamado gene p53. Esse gene é considerado um guardião do genoma, pois evita a propagação de células geneticamente defeituosas. Quando esse gene está normal, ele faz com que células cancerígenas entrem em apoptose (processo de autodestruição). Algumas pesquisas já realizadas mostram que indivíduos que possuem algum tipo de mutação nesse gene são muito mais propícios a desenvolverem tumores malignos e que em cerca de 50% de todos os cânceres humanos, este gene encontra-se alterado.

A técnica de imunoterapia, que foi classificada como “Avanço de 2013” pela Revista Science, tem o objetivo de tratar o câncer através da estimulação do sistema imunológico, fazendo com que as defesas naturais do organismo combatam as células cancerígenas. O foco da técnica consiste nos receptores presentes em linfócitos T (células de defesa). Esses receptores, quando ativados, impedem que o sistema imunológico funcione de maneira correta, portanto, medicamentos que inativem esses receptores estão sendo desenvolvidos, permitindo que as células de defesa combatam o tumor, como se ele fosse uma infecção.

Referências:
Nova terapia genética faz células de câncer cometerem 'suicídio'. Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151214_cancer_terapia_tg. Acesso em 14 de janeiro de 2016

Câncer. Disponível em: http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=322. Acesso em 14 de janeiro de 2016

Toxina produzida por vespa brasileira. Disponível em: http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,toxina-produzida-por-vespa-brasileira-matacelulas-de-cancer,1754477. Acesso em 14 de janeiro de 2016

Conheça a Imunoterapia. Disponível em: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-eestilo/vida/noticia/2015/04/conheca-a-imunoterapia-tratamento-contra-o-cancer-consideradorevolucionario-pelos-especialistas-4732442.html. Acesso em 14 de janeiro de 2016

Por: Gabriel Soares
Assessor do Departamento de Qualidade
Empresa Júnior Biotec Júnior – Gestão 2015

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