Chapada dos Guimarães

Licenciatura em Geografia (UNESP, 2013)

A Chapada dos Guimarães localiza-se no estado do Mato Grosso, sobre rochas do período Devoniano e Cretáceo da Bacia do Paraná, ou seja, são arenitos da formação Furnas e Ponta Grossa, abrangendo duas unidades geomorfológicas: o Planalto dos Guimarães e Depressão do Rio Paraguai.

Chapada dos Guimarães, na borda do Planalto Centra. Foto: Erni / Shutterstock.com

O relevo em planalto, conta com grandes encostas e escarpas de arenito, onde suas altitudes variam de 600 a 800 metros, e extensão de 200 km no sentido leste-oeste, 40 km de norte-sul e mais 120 km a sudoeste, sendo encontrado ao seu redor áreas de planícies e depressão, como a depressão Cuiabana. Estas áreas sofrem mais com a sensação de calor, ao contrário do alto da chapada que devido às massas de ar e as chuvas que são orográficas, ou seja, que ocorrem nas encostas da chapada, torna a sensação climática mais amena.

Com um clima tropical, quente e úmido, de duas estações bem definidas, invernos secos e verões chuvosos, que ocorre devido a influência da massa Polar atlântica e da massa Equatorial continental, respectivamente, além de uma precipitação média anual de 1600 mm na chapada, e nas depressões circundantes 1300 mm anuais.

Tem como bioma o Cerrado, com plantas arbóreas espaçadas, de troncos retorcidos, além de arbustos e gramíneas. Devido ao clima, essa região possui temperaturas médias anuais que variam de 17º a 20ºC, o que lhe condiciona durante os meses de frio, uma maior incidência de fogo no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, além da ação humana no manejo de pastagens ou preparo de solo.

O parque foi criado em 12 de abril de 1989, pelo Decreto Lei nº 97.656, abrangendo 32.630ha na intenção de conservar o ecossistema e adequando a área para o turismo e pesquisa. Conta com uma grande diversidade paisagística, como a cachoeira Véu de Noiva com 15 metros de queda d’água, e o ponto mais alto que é o Morro São Jerônimo com 860 metros de altura, além da segunda maior caverna do país com 1100 metros de extensão, Aroe Jari, e o Centro Geodésico da América do Sul, ou seja, seria o ponto central, porém alguns autores alegam que esse marco é na verdade em Cuiabá, sendo realocado para o mirante devido à imensidão da paisagem sobre o mirante.

Bibliografia:

ROSS, Jurandyr L. S. Chapada dos Guimarães: borda do Paraná. Revista do Departamento de Geografia – USP, Volume 28 (2014), p.180-197

http://www.chapadadosguimaraes.tur.br/mirante-do-centro-geodesico-da-america-do-sul.html

http://www.chapadadosguimaraes.tur.br/parque-nacional-de-chapada-dos-guimaraes-mt/20-geologia-geomorfologia-e-pedologia-do-parque-nacional-de-chapada-dos-guimaraes-mt.html

http://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/chapada-dos-guimaraes/

http://www.chapadadosguimaraes.tur.br/parque-nacional-de-chapada-dos-guimaraes-mt/18-historico-do-parque-nacional-de-chapada-dos-guimaraes-mt.html

http://ambientes.ambientebrasil.com.br/unidades_de_conservacao/artigos_ucs/chapada_dos_guimaraes.html

http://www.icmbio.gov.br/parnaguimaraes/

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