Vegetação da Paraíba

Apesar de muita diversa, a vegetação da Paraíba se caracteriza basicamente pela caatinga, cujo bioma ocupa aproximadamente 90% do território. No centro e no oeste do estado, região mais árida, a vegetação xerófita é a predominante. Já no leste, além da caatinga, surgem também resquícios de mata atlântica, além de cerrados e da vegetação litorânea.

Na Mata Paraibana, especialmente na faixa litorânea, predominam as espécies herbáceas, que se adaptam facilmente às condições de salinidade provocadas pelo mar. Os arbustos, mais para dentro do território, ocorrem logo após a vegetação litorânea. A mata de restinga paraibana possui árvores que alcançam entre 10 e 15 metros de altura. Subcaducifólias, suas copas são largas e irregulares e sua densidade é variável.

Nos estuários e em outras áreas de influência marinha surgem os manguezais. Suas espécies se caracterizam pelas folhas perenifólias, que se adaptam ao ambiente flúvio-marinho e permitem uma grande quantidade de matéria orgânica no solo, garantindo a devida lodosidade ao terreno.

A ocupação e a exploração das áreas de maior altitude, próximas ao litoral paraibano, levou à destruição da Mata Atlântica no estado. Estima-se que reste apenas 5% de sua vegetação original, em locais como a Mata do Buraquinho e a Mata de Pacatuba. Com troncos grandes, copas largas e folhas perenes, o estado preserva ainda árvores raras como o Pau-Brasil e o Jatobá.

No lado oposto do estado, destaca-se a caatinga. Marcada pelas xerófitas, suas espécies possuem folhas pequenas (quando há folhas), muitos espinhos e uma alta resistência, o que garante a própria conservação mesmo sem a disponibilidade de água. Em áreas como Cariri, Curimataú e Seridó, há o predomínio das hiperxerófilas, espécies mais resistentes a longos períodos de estiagem. Entre as espécies estão baraúnas, juazeiros, mandacarus, umbuzeiros e xiquexiques. Mesmo a cobertura original da caatinga já foi vastamente destruída, dando lugar a plantações e às práticas pecuárias.

Na faixa de transição entre a porção úmida e a porção seca do estado, conhecida como Agreste, é possível encontrar uma vegetação formada tanto por espécies da caatinga como por árvores da floresta tropical. Muitas têm como característica as folhas caducifólias e espinhosas, enquanto outras se apresentam por um estado herbáceo estacional com desenvolvimento especialmente no período das chuvas.

O estado conta ainda com uma vegetação campestre, característica do Cerrado, em baixos planaltos costeiros. Árvores tortuosas, arbustos e gramíneas como o batiputá, o cajuí, a lixeira e a mangaba se desenvolvem na porção elevada, à leste do estado. Sua ocorrência se dá pela má drenagem do solo, que empobrece, transformando a vegetação em espécies marcadamente conhecidas do Cerrado.

Em regiões mais altas e úmidas se desenvolvem formações arbóreas densas, de grande porte, com a vasta presença de palmeiras. Conhecida como Mata do Brejo, esta vegetação latifoliada perenifólia de altitude tem sido intensamente derrubada para o desenvolvimento de atividades agropastoris. Isso faz com que ocorra a expansão de áreas conhecidas como Brejadas, caracterizadas pela mescla de espécies úmidas com vegetais da caatinga.

Apesar da diversidade vegetal, o estado possui apenas oito Unidades de Conservação, distribuídas em duas reservas ecológicas (Mata do Pau-Ferro e Mata do Rio Vermelho), quatro parques (Pico do Jabre, Pedra da Boca, Marinho de Areia Vermelha e da Mata do Xém-Xém), um monumento natural (Vale dos Dinossauros) e um jardim botânico (Benjamim Maranhão). A maioria visa à preservação da Mata Atlântica no território paraibano. Outras trinta áreas do estado aguardam levantamentos e estudos mais aprofundados para se tornarem Unidades de Conservação, dentre elas o Parque do Cabo Branco, em João Pessoa, e a Serra do Jabitacabá, em Monteiro, onde se encontra a nascente do rio Paraíba.

Referências bibliográficas:

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