Al-Qaeda

A estrutura da Al-Qaeda é composta essencialmente por muçulmanos e árabes e segue o ideário ditado por organizações islamitas fundamentalistas. Ela foi instituída na década de 80 no Afeganistão, fruto de interesses norte-americanos na região, uma vez que a União Soviética pretendia implantar neste país um Estado socialista.

É formada por pequenos grupos autônomos e cooperativos que têm como meta principal restringir a ascendência da civilização ocidental não islamita sobre o regime islâmico. Inicialmente os EUA, potência capitalista, supria as necessidades financeiras desta rede guerrilheira, para que ela tivesse condições de derrotar os russos.

Em um estágio posterior, a Al-Qaeda passou a ser liderada por Osama Bin Laden, radicalizando seus rumos e conquistando novos muçulmanos que estivessem dispostos a dar sequência aos combates. A ruptura desta organização com os Estados Unidos ocorreu após a entrada das tropas norte-americanas na Arábia Saudita, na época da Guerra do Iraque, na década de 90.

Nesta época seu líder, Bin Laden, foi exilado compulsoriamente da Arábia pelas forças governamentais; em contrapartida, o grupo terrorista deu início aos famosos atentados contra os EUA. No ano de 1998 houve ataques a duas embaixadas americanas na África Oriental, os quais resultaram em 224 mortos. A Al-Qaeda responsabilizou-se por estas ações.

No dia 11 de setembro de 2001 houve o famoso atentado contra o World Trade Center, complexo empresarial localizado em Nova Iorque, em alguns setores do Pentágono, situado em Washington, e ao voo 93 na Pensilvânia. Esta ousada investida contra os EUA provocou a eclosão da Guerra ao Terror, que culminou nas invasões ao Iraque e ao Afeganistão.

Alguns estudiosos, documentaristas e o estadista sírio Bashar-al-Assad contestam a existência desta organização, mas esta opinião não é compartilhada pela mídia nem é consenso entre os líderes dos governos ocidentais. Um pesquisador da CIA crê que células da Al-Qaeda atuam, hoje, sem uma necessária ligação direta com o movimento original de Bin Laden, apenas com o uso do nome do grupo, que provoca grande impacto internacional.

Ao se analisar a história da organização, percebe-se que ela evoluiu de um esforço conjunto entre árabes, muitos deles não nascidos no Afeganistão, americanos, afegãos e paquistaneses contra os russos, para uma comunidade de guerreiros islâmicos comandados por Bin Laden, proveniente de uma família rica e famosa da Arábia Saudita. Esta nova composição da Al-Qaeda se dedica a lutar por ideais próprios do Islamismo.

Ironicamente, todos os recursos materiais iniciais provinham principalmente dos norte-americanos; eles financiaram e concederam poder aos seus futuros adversários. No momento em que o Iraque invadiu o Kwait, em 1990, os norte-americanos se aliaram aos árabes para expulsar Saddam Hussein deste país; embora Osama Bin Laden também fosse contra o ditador iraniano, não aceitou a intervenção dos Estados Unidos, pois a via como uma ingerência ilegítima numa questão que só dizia respeito aos islamitas. Assim, voltou-se contra os antigos aliados, considerando-os, agora, uma ameaça contra os muçulmanos.

Fontes:
http://educacao.uol.com.br/historia/ult1704u15.jhtm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Al-Qaeda

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