Carlota Joaquina

Licenciatura Plena em História (Faculdade JK-DF, 2012)
Pós-graduação em História Cultural (Centro Universitário Claretiano, 2014)

Carlota Joaquina, filha primogênita do rei Carlos IV da Espanha e de Maria Luísa de Parma, nasceu em 25 de Abril de 1775 no Palácio Real de Aranjuez. Entrou para a história de Portugal e Brasil pelo casamento com o rei português D. João VI como forma de manter laços entre as duas coroas. O casamento aconteceu quando ela tinha dez anos e o rei dezoito, em 8 de Maio de 1785.

Carlota Joaquina.

Teve uma educação rígida e de bases fortes católicas, mas foi acostumada a uma vida movimentada como era a da corte espanhola na época com festas luxuosas. A sua personalidade era brincalhona e tinha um gosto especial por cavalgar e dançar.

Diferente da realidade da Espanha, em Portugal as normas da Igreja Católica proibiam o divertimento. Estes eram fatores que dificultavam bastante a sua adaptação. A rainha se via em um ambiente repressor e religioso. Os seus modos de agir eram reprovados, pois tinha um comportamento diferente em relação a outras mulheres da sua época que eram privadas do convívio social.

Passou uma imagem ao longo de sua vida de transgressora e corriam sempre boatos maliciosos a seu respeito. Pela desconfiança que despertava, foi posta de lado nas decisões mais importantes do império.

Durante a sua vida conspirou contra o rei para afastá-lo do reinado e alegou a sua incapacidade para governar, como aconteceu com sua mãe, D. Maria I. O sonho dela era se tornar rainha. Mas D. João VI sabendo de suas intenções, acabava sempre “driblando” ela.

Em 1808 a corte portuguesa por causa das invasões napoleônicas e com o receio de perder a sua mais importante colônia, foi para o Brasil. Contrariada, dizem que sua estadia foi marcada por um aborrecimento constante e os seus planos maléficos nunca pararam.

Em relação ao Rio da Prata, lançou o projeto de tomar para si um trono das províncias espanholas da América, e governar como regente em nome de seu irmão Fernando VII, alegando ser a única herdeira legítima da casa de Bourbon e não ter se submetido ao poder de Napoleão Bonaparte.

O rei, ciente de quem tinha a seu lado, pedia para que Carlota Joaquina não fosse contrariada com receio do que ela poderia fazer e que ninguém ligasse para o que ela falava. Tentou manter boas relações com os espanhóis como forma de defender sua regência.

Quando a corte foi embora do Brasil, esboçou muita felicidade. Ao sair, tirou os sapatos alegando que não queria levar nem o pó dessas terras.

Já em Portugal, em 24 de Agosto de 1820 na Revolução Liberal do Porto, ela se recusou jurar a Constituição de 1822 e o rei decidiu enviá-la para o Palácio do Ramalhão em Sintra. Revoltada, planejou a queda da Constituição e com D. Miguel (seu filho) conseguiu levar em frente o movimento da Vilafrancada em 26 de Maio.

Houve a suspensão da constituição e a convocação de novas eleições para redigir um novo texto constitucional. Ela comandou o movimento absolutista da Abrilada a 30 de Abril de 1824, com a intenção de colocar o seu filho no trono. Sabendo disso, D. João VI a exilou no palácio de Queluz.

Temendo a morte, o rei D. João VI nomeou um conselho de regência para suceder ele com o poder de escolher o novo herdeiro ao trono. Acabou escolhendo sua filha Isabel Maria de Bragança presidente desse conselho como forma de garantir que Carlota Joaquina não pudesse governar.

Faleceu em 7 de Janeiro de 1830, afastada dos seus filhos e isolada. Foi sepultada no Panteão Real da Dinastia de Bragança ao lado do seu marido no Mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.

Referências:

http://www.arqnet.pt/dicionario/carlotajoaquina.html 03.02.2019.

https://www.vortexmag.net/carlota-joaquina-a-princesa-portuguesa-que-queria-ser-rainha-da-argentina-e-do-peru/ 03.02.2019.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlota_Joaquina_de_Bourbon 03.02.2019.