História de Portugal

Até a idade média, a história de Portugal era inseparável da de Espanha. O que hoje conhecemos como Portugal passou a fazer parte da província romana de Lusitânia no século II a.C. No século V o controle da região passou a ser dos visigodos e, no século VIII foi ocupado pelos muçulmanos. No ano de 997, o território entre os rios Douro e Minho (atual Portugal setentrional) foi reconquistado dos árabes por Bermudo II, rei de Leão e, em 1064, Fernando I, rei de Castelha e Leão, levou à reconquista do que hoje conhecemos como Coimbra. Os distritos reconquistados se organizaram como condados feudais submetidos ao reino de Castelha e Leão. O nome Portugal deriva do feudo mais setentrional, o comitatus Portaculenis, que se estendia ao redor do antigo porto romano de Portus Cale, atual Porto.

Em 1103, Henrique de Borgonha (falecido em 1112) ajudou Castilha em seu trabalho de reconquista. Em gratidão a isto, Afonso VI de Castilha nomeou Henrique conde de Portugal. Quando Afonso VI morreu (em 1109), o conde Henrique (e mais tarde sua viúva, Teresa) se negaram a manter sua dependência de Castilha e Leão. Invadiu Leão e começaram uma série de guerras peninsulares. Em 1128, seu filho, Afonso Enriques (futuro Afonso I, rei de Portugal), rebelou-se contra sua mãe. Os cavaleiros portugueses aceitaram Afonso I como rei de Portugal em 1143. Em 1179, o papa reconheceu a independência de Portugal.

No início do século XV, sob o pretexto de evangelizar, Portugal começou a enviar uma série de expedições à África e a América (São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Angola, Brasil, etc.), estabelecendo colônias e obtendo muitas riquezas para o nascente império português. O império português foi o primeiro e mais duradouro dos impérios coloniais (1415 – 2002).

No dia 1º de dezembro de 1807, Napoleão invadiu Portugal, obrigando a família real portuguesa a fugir para o Brasil.

Depois de uma revolução em Lisboa, a monarquia foi substituída por uma república parlamentar, que durou de 1910 até 1926. Os republicanos eram uma minoria urbana em um país rural, e restringiram o direito de votar só aos homens alfabetizados. Foi um período de grande instabilidade política. Nos dezesseis anos de duração, ocorreram 45 governos e 9 presidentes. Em 1926, um golpe militar impôs a ditadura, que durou até 1933.

Em 1933, entra em cena o Estado Novo, período que duraria até 1974, quando acontece a revolução dos cravos (nome do levante militar de 25 de abril de 1974, que provocou a queda do regime salazarista, que dominava o país desde 1926). O fim do regime conhecido como Estado Novo permitiu que as últimas colônias portuguesas se tornassem independentes, e que Portugal se convertesse num estado democrático de direito.