Corporações profissionais

As corporações existiram na época de Frederico Barba-Roxa e Rodolfo I de Habsburgo, entre os anos de 1190 e 1291. Neste período, a Europa passou por diversas mudanças. Também conhecidas como guildas, as corporações eram associações de artesãos com o mesmo ofício. Existiam organizações de pedreiro, talhadores de pedra, carpinteiros, pintores, serralheiros, padeiros, tecelões, sapateiros, alfaiates, entre outros profissionais.

As principais características das corporações naquele período eram seus sistemas fechados e suas regras rigorosas. Por exemplo, para se tornar pedreiro, o candidato devia passar vários anos como aprendiz e só depois de muito tempo obtinha a promoção para companheiro ou oficial. Após se tornar oficial, o profissional partia para outros territórios com o objetivo de descobrir modos diferentes de trabalho.

Naquela época, as necessidades das cidades eram resolvidas com um número exato de prestadores de serviços. Desta forma, uma das funções das corporações era zelar e controlar o número de profissionais para que não houvesse mais artesãos do que trabalho a ser realizado. Após passar pelas fases de aprendiz e oficial, o artesão realizava um trabalho em sua área e era admitido com o título de mestre na corporação.

Em Roma, as corporações eram divididas em três setores: funerário, militar e econômico. Na categoria funerária, a função era de manter as cerimônias para o culto dos mortos. Na área militar, o objetivo era a manutenção do interesse de oficiais de patente inferior. Já na economia, as corporações eram responsáveis pelo acompanhamento dos trabalhos dos artesãos, pequenos comerciantes, açougueiros, artífices e etc.

É possível fazer uma comparação entre as corporações e a cavalaria, pois ambas tinham regras parecidas. Nas corporações, era obrigatória a ajuda mútua entre os artesãos e proibida a disputa de clientes. Além disso, a corporação prezava, antes de tudo, pela qualidade da mercadoria e o bom relacionamento entre seus integrantes. Desta forma, mostravam à cidade a sua boa reputação e, da mesma forma que os cavaleiros, associavam sua função à vontade divina. O artesão era tão sagrado quanto o cavaleiro, apesar das tarefas diferentes.

Durante o Renascimento, o número de corporações foi ampliado. Nesta época, elas já eram consideradas órgãos estatais. Porém, estas instituições começam a declinar com o avanço do absolutismo e a adoção do mercantilismo como sistema econômico. As corporações foram abolidas na França no ano de 1791. Houve uma tentativa de recuperá-las durante o fascismo, mas que não obteve sucesso.

Fontes:
GOMBRICH, Ernst H. Breve história do mundo. 1ª edição: Martins Fontes. São Paulo, 2001.
http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/sociologia/corporativismo/o_que_e_corporativismo/corporativismo

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