Cultura na Roma Antiga

Graduada em História (Udesc, 2010)
Mestre em História (Udesc, 2013)
Doutora em História (USP, 2018)

Para compreender os traços da cultura romana é preciso estar atento às várias formas de expressão cultural. Os romanos desenvolveram sua cultura a partir das artes plásticas, sendo herdeiros das artes gregas, baseada nas pinturas e nas esculturas. Eles deixavam mosaicos nos territórios que conquistavam como forma de marcar seu domínio. A arquitetura também pode ser entendida como um dos aspectos da arte romana. Nos anfiteatros eram apresentadas peças com intenção de educar e entreter a população, além dos jogos gladiadores. O latim é um dos traços culturais mais emblemáticos dos romanos, pois foi a base de diversas outras línguas, espalhadas pelo mundo, como é o caso da nossa língua portuguesa, mas também do italiano, do francês e do espanhol, dentre tantas outras. Os romanos também desenvolveram a literatura, e diversos autores se destacaram como Cícero, Ovídio e Virgílio. O direito romano é outro aspecto da cultura romana que se espalhou pelo mundo e serviu de base para outras tantas sociedades, inclusive para o Brasil.

As artes plásticas romana foram bastante influenciadas pela arte grega helenística. Porém, suas preocupações e intenções eram diferentes. Mesmo inicialmente reproduzindo muitas cópias das expressões artísticas gregas, os romanos passaram a produzir uma arte própria. Na escultura destacaram-se por representar as formas humanas com base nas figuras humanas reais, salientando imperfeições. Nas pinturas, embora poucas tenham sobrevivido até os dias atuais, destacaram-se os afrescos e os retratos. Outro traço marcante da cultura romana eram os mosaicos que tinham por intenção representar um personagem ou uma cena com base na mitologia.

Outro traço importante da expressão artística romana foi a arquitetura e as ruínas dos prédios antigos até hoje são pontos turísticos. A arquitetura romana sofreu forte influência etrusca e foi marcada por construções que traziam arcos e abóbodas, como é o caso do Coliseu, um enorme anfiteatro, construído por ordem do imperador Vespasiano. Nele cabiam aproximadamente cinquenta mil pessoas. Os anfiteatros eram construídos com a intenção que os espectadores pudessem ter uma visão da luta ou da peça, de todos os lugares disponíveis. Ele era destinado a apresentação de peças teatrais e jogos de gladiadores, uma disputa entre homens escravizados que combatiam entre si ou contra animais perigosos, que muitas vezes tinha por resultado a morte. Cabia à plateia, com a indicação do dedo polegar – para baixo ou para cima - condenar o perdedor à morte ou conceder a salvação, reconhecendo a bravura no combate.

Coliseu de Roma. Foto: Alexandr Medvedkov / Shutterstock.com

O Latim era a única língua aceita para comunicação oficial, e era o responsável por diferenciar romanos e não romanos, ou seja, os romanos dos bárbaros. Havia outras línguas faladas em território romano, como o etrusco e o asco na Itália, o celta na Gália, o púnico e o egípcio no norte da África e o aramaico na Palestina, entre outros. Com a expansão romana os soldados passaram a misturar o latim com os dialetos dos povos dominados, originando as línguas neolatinas, como o francês, o português e o espanhol.

A literatura romana também se desenvolveu e é um aspecto interessante de sua cultura. Dentre os tipos de literatura dos romanos destacam-se a poesia, a cômica, a épica, a dramática, a satírica, a lírica e a didática e entre seus principais autores destaca-se Virgílio, com a obra Eneida, um poema épico que conta as origens do povo romano, descendente dos troianos.

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Referência:

FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Editora Contexto, 2002.

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