Sunitas

Recebe o nome de sunita aquele adepto do islamismo que segue a corrente majoritária da religião em todo mundo, considerado muitas vezes como uma versão mais ortodoxa da fé. Assim como ocorre na religião cristã, onde há diversas denominações, em especial católicos romanos, protestantes ou ortodoxos, além de outros segmentos, o islamismo apresenta divisões similares, sendo as duas maiores vertentes o sunismo e o xiismo.

Dentro da "umma", a comunidade global que segue o islamismo, considerando todas as nações, os sunitas constituem maioria em quase todos os países, sendo a única exceção o Irã, onde predomina o xiismo. Estima-se que cerca de 85% de todos os seguidores do islamismo pertençam à corrente sunita.

O termo sunita tem origem na palavra sunna, que significa "trajetória", "caminho percorrido", e é uma referência ao documento sagrado que narra as experiências do profeta Maomé, a figura central da islã, o profeta ou revelador da vontade de Deus (Alá). Com este termo, os muçulmanos sunitas querem deixar claro que estão comprometidos intimamente com as práticas de Maomé, além do desejo de manter a comunidade islâmica unida, através de um governo formado pela lei e pela persuasão. A sunna serve de referencial nas questões que não sejam minuciosamente abordadas pelo Alcorão. Assim, segundo esse livro sagrado, os sunitas reconhecem somente a ascensão dos líderes religiosos que são diretamente escolhidos pela população islâmica.

O cisma entre sunitas e xiitas se inicia logo após a morte de Maomé, quando se instalou um conflito entre os primeiros seguidores da religião sobre quem seria de fato o legítimo sucessor do profeta. Os sunitas acreditam que Abu Bakr, pai de Aisha, esposa de Maomé, é o sucessor, e que o método de escolha ou eleição de líderes (shura), aprovado pelo Alcorão legitimou o consenso da ummah. Já os xiitas acreditam que Maomé ordenou divinamente seu primo e genro Ali (Ali era casado com Fátima, filha de Maomé, e pai de seus netos Hasan ibn Ali e ibn Hussein Ali), de acordo com o comando de Deus para ser o próximo califa, fazendo de Ali e seus descendentes os sucessores diretos de Maomé.

Além dessa polêmica, outros conceitos teológicos fizeram sunitas e xiitas se distanciarem, como por exemplo, a crença nos doze imãs, que originou o xiismo duodecimano, a corrente mais popular do xiismo.  Desde o início do cisma, sunitas e xiitas alternam momentos de cooperação e convivência pacífica com outros de disputa e conflitos sangrentos.

Bibliografia:
Islamismo. Disponível em: < http://areligiao.blogs.sapo.pt/3312.html >. Acesso: 18/01/13.

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