Elefante Africano

Os elefantes pertencem à família dos Elefantídeos e são os únicos sobreviventes de espécies gigantescas que habitaram a Terra há muito tempo.

O primeiro elefante surgiu há mais de 25 milhões de anos e era diferente dos de hoje, tendo apenas 60 centímetros de altura, não possuía tromba e suas orelhas e presas eram pequenas. Os cientistas o chamaram de Meritério (Moeritherium lyonsi). A parti daí surgiram mais de seiscentas espécies de elefantes na Terra. A maioria dessas espécies era grande, com longas presas. Algumas, porém, eram bem pequenas, com presas curtas. Até pouco tempo atrás, acreditava-se que haviam restado apenas duas espécies de elefante, o asiático e o africano. No entanto, estudos recentes feitos com o objetivo de controlar o tráfico de presas, elucidou as diferenças intrínsecas entre as variedades.

Elefante africano. Foto: Michael Potter11 / Shutterstock.com

O elefante africano, que recebe o nome científico de Loxodonta spp., é o maior das espécies duas espécies existentes. Eles possuem orelhas bem grandes (maiores do que as do elefante asiático), não apresentam saliências na testa, denominadas de “galos”, e possui uma depressão em forma de sela em seu dorso. Tanto o macho quanto a fêmea possuem presas (marfim). Assim como acontece em quase todas as espécies animais, o elefante macho é sempre maior que sua fêmea (também chamada de elefante ou aliá), possuindo aproximadamente, 3 metros de altura e 5 toneladas. Esses animais vivem por muitos anos, sendo que o africano vive cerca de 60 anos.

Sua alimentação é baseada em folhas de plantas e árvores, podendo consumir até 225 kg de folhas diáriamente. Também podem beber cerca de 200 litros de água por dia. A digestão do alimento não é completa, o que significa que sementes das plantas consumidas podem passar por todo o trato digestivo sem serem destruídas. Isto contribui para a dispersão das sementes, que crescerão em meio às fezes do elefante - que é altamente nutritiva para as plantas.

Mesmo sendo um animal muito grande e pesado, o elefante pode se movimentar com uma velocidade espantosa para o seu tamanho, cerca de 40 km/h, ou seja, duas vezes mais rápido do que o homem. Seus pés são protegidos por uma espécie de “almofada”, que o ajuda a arcar com seu peso.

Em sua tromba, existem 40 mil músculos e tendões, o que a torna forte e muito flexível, permitindo com que esses animais controlem a sua tromba com extrema habilidade. Suas presas, também chamadas de marfins, são na verdade, dois dentes que cresceram demais.

Dentro do gênero Loxodonta spp, existem três espécies, sendo duas atuais e uma fóssil:

  • Elefante-da-savana (Loxodonta africana): possui mandíbula mais curta e larga, orelhas mais pontiaguadas, presas encurvadas e maiores dimensões.
  • Elefante-da-floresta (Loxodonta cyclotis): possui mandíbula longa e estreita, orelhas mais arredondadas, dimensões menores, presas retilíneas e com um tom mais rosado.
  • Loxodonta adaurora: esta espécie é extinta e é precursora do elefante da savana.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Elefante-africano
O Reino Animal – Ursos, Elefantes, Rinocerontes. Reedição da série Os Bichos de 1988. Editora Nova cultura, 1991.

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