Elefante africano

Graduação em Ciências Biológicas (Unicamp, 2012)
Mestrado Profissional em Conservação da Fauna Silvestre (UFSCar e Fundação Parque Zoológico de São Paulo, 2015).

Existem duas espécies de elefante africano, os quais pertencem ao gênero Loxodonta, dentro da família Elephantidae: Elefante da Savana (Loxodonta africana) e Elefante da Floresta (Loxodonta cyclotis). Este mesmo gênero ainda engloba mais três espécies, porém extintas. Elefantes são os maiores mamíferos terrestres e fazem parte da ordem Proboscidae, caracterizada pela proboscis que chamamos popularmente de tromba. Habitam florestas, campos, savanas e desertos africanos.

Características

São animais herbívoros, que podem consumir até 150 kg de matéria vegetal e quase 100 Litros de água, em um só dia. Pesam até 6 toneladas, comem folhagens, flores e até frutos. Usam a tromba, que é flexível, para cheirar, manipular alimentos e água e levar até a boca, tomar banho, defender-se, entre outras habilidades. Possuem um cérebro enorme que fica na parte de trás do crânio.

Elefante africano. Foto: Michael Potter11 / Shutterstock.com

Os elefantes africanos habitam regiões muito quentes e não possuem tantas glândulas sudoríparas. Suas orelhas grandes ajudam a regular a temperatura, dissipando o calor, ao abaná-las, bombeando sangue. As rachaduras da sua pele também contribuem com o resfriamento, já que retêm água entre elas e vai evaporando devagar. Seus pés possuem uma gordura espessa que ajuda no amortecimento da sua grande massa corporal. Pelos pés, podem sentir vibrações, no chão, de elefantes há longas distâncias, chuvas ou trovões. Estes animais podem se comunicar por diversos tipos de vocalização, e até através de infrassons (sons abaixo de 14 Hz).

Reprodução

São animais poligâmicos e os machos competem pelas fêmeas no cio, sendo que geralmente os machos mais velhos e maiores são mais dominantes e copulam mais. A glândula entre o olho e a orelha secreta um hormônio que eles utilizam para marcar e atrair as fêmeas, este hormônio os leva a um estado mais agressivo e a praticarem uma série de comportamentos padrões. A gestação dura de 20 a 22 meses e nasce geralmente um filhote. As matriarcas lideram as manadas. Elas compartilham todo seu conhecimento acumulado de anos de experiência, ao guiar o grupo. Elefantes são conhecidos por terem ótima memória.

Estes animais têm um papel ecológico muito importante! Seja nas clareiras que abrem por onde passam, permitindo o nascimento de outra vegetação, aumentando a diversidade; seja como dispersor de grandes sementes, contribuindo para regeneração e manutenção da floresta. Além disso, a vegetação derrubada, ou os buracos na lama são benéficos para outras espécies de fauna que dependem disso de alguma forma.

Loxodonta cyclotis

Elefante da espécie Loxodonta cyclotis. Foto: Yakov Oskanov / Shutterstock.com

Medem de 1,6 a 2,86 m de comprimento. Apesar dos filhotes começarem a incluir vegetação na alimentação por volta de um ano de idade, ainda mamam até uns 6,5 anos. Outras fêmeas do grupo podem amamentar filhotes diferentes. Atingem a maturidade sexual depois dos 11 anos de idade, mas os machos precisam de um tempo maior para obter sucesso na reprodução. As mães cuidam dos jovens até seus 8 anos de idade, com ajuda de outras fêmeas da manada. Podem viver de 65 a 70 anos. Parece que nesta espécie os machos adultos se dispersam e são mais solitários, enquanto as fêmeas formam grupos menores, em torno de 8 indivíduos, apenas com familiares.

Loxodonta africana

Seu comprimento é de 2,2 a 4 m. Nascem com 100 Kg e podem mamar até os 4 anos de idade. O macho alcançará a maturidade sexual por volta dos 20 anos de idade, bem mais que a fêmea aos 11 anos. Podem viver até 70 anos na natureza.

Elefantes da espécie Loxodonta africana. Foto: Hajakely / Shutterstock.com

Ameaças

Elefantes do mundo todo sofrem pressão de caça pelas suas presas de marfim. Como a reprodução destes animais é lenta, já que geralmente geram um filhote por vez e cada indivíduo demora anos para atingir a maturidade sexual, as populações não se sustentam. A taxa em que são mortos é maior do que a taxa de nascimentos anuais. Além disso, a perda de habitat é uma grande ameaça. As populações que restam estão dentro de áreas de conservação. As duas espécies não são consideradas ameaçadas de extinção pela IUCN, mas são vulneráveis pela pressão do comércio.

Referências:

https://animaldiversity.org/accounts/Loxodonta_cyclotis/

https://www.awf.org/wildlife-conservation/elephant

https://animaldiversity.org/accounts/Loxodonta_africana/

http://www.zoologico.com.br/animais/mamiferos/elefante-africano/

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