Jazz

Quando a América recebeu, há alguns séculos, grupos de escravos embarcados na África Ocidental, com o objetivo de trabalhar no Novo Mundo, com eles abrigaram também suas influências culturais, entre elas as musicais. Deste continente vinha um ritmo intenso, distinto do que era familiar aos ouvidos da população européia desta época. Porém as bases musicais eram semelhantes o bastante para que estes dois universos aparentemente díspares se unissem e desta conjunção nascesse um som que já esboçava sementes do ritmo conhecido hoje como Jazz.

Saxofone é um dos principais instrumentos musicais utilizados no Jazz. Foto: Mark Rubens / Shutterstock.com

Saxofone é um dos principais instrumentos musicais utilizados no Jazz. Foto: Mark Rubens / Shutterstock.com

Músicas compostas de perguntas e respostas, nas quais uma questão era lançada no ar, na forma de versos, e todos respondiam em conjunto, criando assim os elementos que seriam imprescindíveis para a elaboração do Jazz. Em princípios do século XX outras matérias-primas são acrescentadas à receita deste ritmo, e finalmente eclode esta musicalidade vibrante, no seio dos EUA, mais especificamente em Nova Orleans e nas áreas mais próximas.

A cultura popular e o impulso criativo dos grupos de negros ali residentes contribuíram para o êxito deste movimento musical. Ele trazia em sua essência uma mistura explosiva de várias práticas culturais, como a afro-americana, e era composto de vários elementos – ‘blue notes’, chamada e resposta, forma sincopada, polirritmia, improvisação, notas com toques de ragtime -, os quais nasciam dos compassos de instrumentos como os metais, palhetas, baterias.

O jazz não se manteve imutável ao longo da História. Ele passou por várias mutações em apenas um século. Várias fases se alternam, caminhando muitas vezes em direções que se contrapõem. No princípio ele se referia a uma espécie musical que vinha à luz na região de Nova Orleans, em Chicago, onde começava a se destacar o trompetista Louis Armstrong, e em Nova York. Nos anos 30 o jazz já se fortalecia e diversos grupos se consagravam, como as bandas de Duke Ellington, Count Basie, entre outras.

No meio da década de 30 aparece o swing, mais dançante. No pós-guerra, em 1945, nasce uma modalidade mais incisiva, menos preocupada com as opiniões do público popular, o ‘bebop’, intensificado na década de 50 com o aparecimento do ‘hard bop’. Nesta mesma época, em contraposição a este ritmo radical, surge o ‘cool jazz’, mais sofisticado e voltado para o intelecto. Estas duas vertentes se alternam ao longo de toda a década, até o advento do ‘free jazz’, que traduz o clima incerto dos anos 60. No fim deste período revolucionário ocorre a união previsível do jazz com o rock, o ritmo do momento. A princípio surgem composições renovadoras e intensas, mas depois as canções se convertem em imitações produzidas em massa, nem sempre providas de qualidade.

Atualmente mesclam-se todos os gêneros jazzísticos, dos mais primitivos ao mais contemporâneo. Há, porém, uma tendência a misturar os elementos tradicionais do jazz aos sons eletrônicos, entretecendo também os fios do tecno e do drum´n´bass.

Fontes
http://www.ejazz.com.br/
http://www.ojazzvaiaescola.com/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jazz

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