Paralisia cerebral

Por Diego Marques Moreira

Mestre em Neurologia / Neurociências (UNIFESP, 2019)
Especialista em Farmácia clínica e atenção farmacêutica (UBC, 2019)
Graduação em Farmácia (Universidade Braz Cubas, UBC, 2012)

Categorias: Doenças, Neurologia
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A encefalopatia crônica não-progressiva é popularmente conhecida como paralisia cerebral (PC), é definida como um distúrbio permanente não invariável do movimento e da postura, proveniente de lesões não progressivas no cérebro que iniciam nos primeiros anos de vida. A PC é determinada pela mudança de movimentos posturais dos pacientes, em decorrência a uma lesão, ou disfunção do sistema nervoso central, não sendo causado por doença degenerativa.

A PC é a alteração motora mais comum em crianças, cerca de 1 a 2 crianças de cada 1000 nascidas, sendo mais comuns entre bebês prematuros, crianças com peso menor que 1,5 kg ao nascer, problemas durante o estado gestacional e doenças que causem anormalidades no fluxo sanguíneo da placenta ou útero.

A PC pode ser causadas por diversos fatores como mal formações genéticas, traumatismo craniano, prematuridade, infecções como meningite, sepse e encefalite ou doenças como a rubéola, sífilis, AIDS, toxoplasmose e consumo de drogas como o álcool, cigarros e outras drogas durante a gestação

Indivíduos com PC têm como prevalente aspecto o comprometimento motor, que influencia seu desempenho funcional.

Há quatro tipos básicos de paralisia cerebral:

  1. Espástica — caracterizada por movimentos duros e difíceis,
  2. Discinética ou atetóide — onde são comuns movimentos involuntários e descontrolados;
  3. Atáxica — cuja a Coordenação e equilíbrio são debilitados;
  4. Mista — Além do distúrbio motor, obrigatório para a determinação de uma paralisia cerebral, o quadro clínico pode incluir também outras manifestações.

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Sintomas

Os sintomas da PC se diferenciam em cada indivíduo devido a região cerebral envolvida com a lesão, dentre os mais comuns estão o retardo mental, fraqueza muscular generalizada, dificuldade respiratória, transtorno de humor, problemas com linguagem e no desenvolvimento motor.

O diagnóstico da paralisia cerebral pode ser feito pelo médico após realizar exames físicos e de imagem que comprovam a condição do indivíduo.

Tratamento

O tratamento é realizado por diversos profissionais da área da saúde, sendo parte do grupo de especialistas, médicos, dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas, entre outros profissionais.

Um dos tratamentos possíveis é a fisioterapia visto que esta ajuda na melhora postural da criança, no tônus muscular e na função respiratória e geralmente ajudam no quadro geral

O tratamento farmacológico é basicamente feito por medicamentos anticonvulsivantes, medicamentos para controle de distúrbios afetivos e controle da agitação decorrente da deficiência mental. Não existe cura para a PC, porém o tratamento com fisioterapia em conjunto com os medicamentos podem melhorar o quadro e sintomas da paralisia.

Atualmente pesquisas estão em desenvolvimento para a utilização de células tronco (CT) na PC, este tipo de tratamento visa a regeneração da região lesada.

Prevenção

Como as causas da PC são geralmente indefinidas, a prevenção se torna difícil de realizar. Apesar das dificuldades é aconselhado o acompanhamento pré natal, desde a primeira semana de gestação. Pesquisas são necessárias para elucidar as diversas causas de PC, facilitando futuramente o desenvolvimento de métodos preventivos.

Referências bibliográficas:

http://www.policlin.com.br/drpoli/130/

http://www.tuasaude.com/paralisia-cerebral/

LEITE, J. M. R. S.; PRADO, GF do. Paralisia cerebral: aspectos fisioterapêuticos e clínicos. Revista Neurociências, v. 12, n. 1, p. 41-45, 2004.Disponível em: http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2004/RN%2012%2001/Pages%20from%20RN%2012%2001-7.pdf

DE PAULA, SIMONE et al. O potencial terapêutico das células-tronco em doenças do sistema nervoso. Scientia Medica, v. 15, n. 4, p. 263-9, 2005.

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