Metodologias Educacionais para o Ensino de Ciências

Licenciatura Plena em Química (Universidade de Cruz Alta, 2004)
Mestrado em Química Inorgânica (Universidade Federal de Santa Maria, 2007)

A utilização de algumas metodologias educacionais no ensino, destacando-se o ensino de ciências, como mapas conceituais, noções de alfabetização científica, situações-problema, tema gerador e fundamentação em pesquisa, que partam da ação em sala de aula, e possam promover uma real aprendizagem significativa de acordo com a realidade contextual de cada escola, demonstra-se altamente útil para promoção de um ensino de qualidade.

Quando estas metodologias fundamentam-se na elaboração de Projetos de Pesquisa Interdisciplinares (PPI) ocorre maior interação do educando com os objetos da aprendizagem. Deve-se incentivar ao professor que utilize parte de sua carga horária em aulas que estimulem a construção do conhecimento, destacando-se o científico, sob a forma de PPI, os quais venham a incentivar a formação de alunos pesquisadores desde as séries finais do Ensino Fundamental. Conforme propõe Pedro Demo (1996), quando menciona que a pesquisa faz com que jovens transformem conhecimentos já disponíveis na sociedade em algo novo para eles.

Percebe-se ainda que questões como interdisciplinaridade concreta, a adequação dos conteúdos à realidade do aluno, a valorização do conhecimento prévio do aluno, atividades experimentais e noções de cidadania não são promovidas de forma efetiva pela atual ação do professor em sala de aula; questões essas também imprescindíveis a um ensino de qualidade.

Pode-se assim constatar a inexistência de um método de ensino consolidado, uma vez que o professor aponta como fundamentação maior de sua atividade a listagem de conteúdos programáticos oferecida pela escola, na qual, na grande maioria das vezes, não esteve envolvido em sua construção. Com isso, observa-se que esse educador torna-se um transmissor de informações fechadas em si mesmas, e, como aponta Bernadete Campello,  (2006), no processo de construção de conhecimento, em uma relação de ensino e aprendizagem, não se pode limitar o processo apenas à interação professor-aluno, sob pena de que o aluno possa vir a ser somente um repetidor das informações apresentadas pelo professor.

A interação aluno-aluno, em aprendizagens cooperativas em grupos, favorece o estabelecimento de relações muito mais produtivas entre eles, caracterizadas pela simpatia, atenção, cortesia, respeito mútuo e sentimentos recíprocos de cooperação e ajuda. Trabalhar em sala de aula com diferentes conteúdos de ciências, a partir de um tema que esteja diretamente ligado à realidade contextual do educando, pode fazer toda diferença em relação à real construção do conhecimento que dele se espera. Todo conhecimento que o aluno possui deve ser valorizado e ele precisa ser estimulado a ampliar este conhecimento num trabalho orientado em sala de aula.

Referências:
DEMO, Pedro. Pesquisa e construção de conhecimento : metodologia científica no caminho de Habermas. 2 ed. Rio de Janeiro : Tempo Brasileiro, 1996.

CAMPELLO, Bernadete Santos. Introdução ao controle bibliográfico. 2. ed. Brasília, DF: Briquet de Lemos/Livros, 2006.

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