Braile

Graduação em Letras Português e Inglês (Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2010)

O francês Louis Braille criou um sistema de leitura para deficientes visuais, o braile. Louis perdeu a visão quando era criança, tinha 3 anos de idade, em um acidente enquanto brincava na oficina de seu pai. Feriu-se com um objeto pontiagudo em um dos olhos, porém a infecção se alastrou ao outro olho, ficando, assim, sem visão de ambos os olhos. Na busca de facilidades para sua vida e para a vida de outras pessoas deficientes visuais, na sua juventude, Louis criou um programa para ensinar os cegos a ler.

E foi dessa vivência de Louis que surgiu o braile, que é um sistema de leitura e escrita tátil para cegos, ou seja, a leitura com as mãos. São 63 símbolos em relevos e combinações de até seis pontos dispostos em uma célula em duas colunas de três linhas cada.

 

Todo esse recurso criado por Louis Braile possibilitou diversas adaptações para as pessoas com deficiência visual e, principalmente, a inclusão delas para que conquistem seu espaço na sociedade e no mercado de trabalho. Permitindo, assim, que elas adquiram conhecimento e possam mostrar, de maneira extremamente sensível, como elas sentem o mundo segundo a “visão” delas.

Existem máquinas de escrever para a produção de textos em braile e computadores que, através de um comando de voz, transforma esse comando em um texto adaptado ao código. Ainda para a impressão dos textos em braile, eles são submetidos a um programa de tratamento específico e sai numa impressora braile. Para fazer a leitura em braile, é preciso conhecer os símbolos e a leitura deve ser feita da esquerda para a direita. Os áudio-books e as audiotecas são outras formas de acesso à informação que eles podem ter acesso.

Algumas instituições, como Dorina Nowill oferecem programas de capacitação em Braile e dispõe de uma extensa variedade de material sobre o assunto. Inclusive, em 2015, ela lançou a biblioteca digital para cegos – Dorinateca. Essa biblioteca tem um amplo acervo de livros em formatos áudio e digital Daisy (Digital Accessible Information System, é um sistema de livros digitais sonoros).

Porém, com toda essa adaptação, o braile ainda possui suas limitações. O material impresso em braile tem um custo bem alto, são pesados e de difícil manuseio; além disso, faltam profissionais especializados a ensinar e educar os deficientes visuais e isso é agravado por um ensino mal orientado.

É necessário que os alunos deficientes visuais saibam ler e escrever em braile, exatamente, como os demais alunos são habilitados a ler e a escrever; já que é pelo hábito da leitura que as pessoas enriquecem o vocabulário, estimula a criatividade e a imaginação, aumenta a capacidade de empatia, formula e organiza um pensamento, dinamizando o raciocínio e, além de tudo, a leitura é terapêutica.

Referência Bibliográfica:

https://www.projetoacesso.org.br

https://www.eusemfronteiras.com.br

http://www.prolivro.org.br

http://www.redeleiturainclusiva.org.br

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