Batalha de Midway

Mestrado em História (UDESC, 2012)
Graduação em História (UDESC, 2009)

A Batalha de Midway foi um confronto ocorrido entre os dias 4 e 7 de junho de 1942, no atol de Midway localizado no Oceano Pacífico envolvendo Japão e Estados Unidos, durante da Segunda Guerra Mundial. Esta batalha ocorreu após o ataque a Pearl Harbor, marco do início da guerra no Pacífico.

O conflito no atol de Midway, mesmo que com curta duração, trouxe um importante resultado: a vitória dos Estados Unidos, parte do grupo dos Aliados, num embate da Segunda Guerra Mundial. Ao todo os japoneses perderam quatro porta-aviões – fundamentais para as ações bélicas – e duzentos pilotos navais.

Aviões americanos no USS-Enterprise (CV-6) em 4 de junho de 1942 se preparam para atacar a esquadra japonesa que se aproximava de Midway. Foto: US Navy.

A tentativa de invadir Midway por parte dos japoneses não teve sucesso. O plano inicial era enfraquecer a capacidade de combate norte-americana – tanto no mar como no ar – e restringir ou retirar sua iniciativa militar até o fim da guerra. Entretanto, o serviço de inteligência norte-americano descobriu o plano e conseguiu contra-atacar os japoneses.

À frente deste plano estava Yamamoto, um almirante japonês que planejava atrair os porta-aviões norte-americanos para uma armadilha e afundá-los para depois disso ocupar Midway. Esta invasão auxiliaria na expansão japonesa, aumentando sua área de defesa. A intenção, portanto, não era a conquista dos Estados Unidos – como também não era a intenção do Ataque a Pearl Harbor - mas sim destinava-se a acabar com o poder estratégico dos Estados Unidos no Pacífico, o que facilitaria a entrada do Japão no sudeste da Ásia. Os japoneses liderados por Yamamoto acreditavam também que saindo perdedores novamente de uma batalha os norte-americanos negociariam a paz numa situação favorável ao Japão.

A ideia de que os norte-americanos estavam desacreditados e abalados por causa de conflitos como Pearl Harbor e suas derrotas frequentes foi também uma crença bastante utilizada para elaborar tal plano. O líder acreditava que a frustração dos norte-americanos foi entendida como um elemento que deveria ser utilizado estrategicamente.

O plano de Yamamoto envolveu os seguintes momentos: a dispersão das forças japonesas para que não fossem descobertas antes da batalha, antes de seu início, e posteriormente sua concentração para que caíssem de surpresa no inimigo, após o início do conflito.

O que Yamamoto não calculou é que a dispersão estratégica planejada fazia com que os japoneses não pudessem se proteger conjuntamente. Qualquer vantagem que eles tinham por esta estratégia não teve sucesso pois os norte-americanos contaram com seu serviço secreto e por meio dele e da criptografia descobriram os códigos secretos japoneses e puderam se antecipar ao ataque de Midway. Em maio, dias antes do ataque planejado, as escutas estadunidenses encontraram um sinal de Yamamoto. Foi descoberto o ataque.

Ao estudar e interceptar as mensagens no Pacífico, o serviço secreto descobriu o ataque à Midway antes mesmo dele ser efetivado. Assim, em 4 de junho de 1942 os bombardeios começaram. Os Estados Unidos, cientes do ataque e com maior tecnologia, conseguiram derrubar alguns aviões japoneses.

Nesta batalha a marinha estadunidense venceu a marinha japonesa e após o evento conhecido como A Batalha de Midway há uma virada na guerra, favorecendo os Aliados.

Se num primeiro momento os japoneses conseguiram controlar e afastar os bombardeios dos Estados Unidos, num segundo tempo os norte-americanos tiveram sucesso e os bombardeios afundaram os porta-aviões japoneses. O Japão saiu bastante abalado do conflito, e sua frota foi praticamente dizimada. O fato conteve a expansão japonesa no pacífico, e foi considerado um ponto de virada na chamada Guerra do Pacífico, dando aos norte-americanos poder bélico e mais iniciativa na guerra.

Foi um dos principais eventos da Segunda Guerra Mundial, caracterizando-se como um importante conflito entre os Aliados e o Eixo, representados por Estados Unidos e Japão.

Referência:

HOBSBAWM, E. J. Era dos extremos: o breve século XX: 1914 - 1991. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras