Macbeth

Macbeth é uma das obras mais contundentes do dramaturgo britânico William Shakespeare. Nesta tragédia, considerada a mais concisa, ele enfoca a ambição humana, a cobiça desmedida, e os fantasmas que assombram os atos criminosos. É possível que o autor tenha elaborado esta história entre 1603 e 1606, não passando, porém, de 1607.

Esta narrativa clássica mostra Macbeth e Banquo, seu amigo, retornando de uma guerra pelo reinado da Escócia, depois de retumbante vitória. Na estrada eles se deparam com três feiticeiras, que realizam surpreendentes previsões. De acordo com as irmãs, símbolos aqui das três tecelãs do destino humano, o protagonista se tornará Barão de Cawdor e, futuramente, o novo soberano. Quanto a Banquo, será o progenitor de reis.

Logo depois Macbeth é eleito Barão de Cawdor pelo Rei Duncan; surpreso com a precisão das revelações feitas anteriormente, ele escreve uma carta para sua esposa, Lady Macbeth, narrando o acontecido. A gananciosa mulher propõe então ao marido que o Rei seja assassinado para que o governo do reino passe então para as suas mãos.

Macbeth, a princípio hesitante, sucumbe à tentação e convida o soberano para se hospedar em sua residência. À noite, ele vai ao seu quarto e o mata impiedosamente. Imediatamente o trono se torna seu, mas sua consciência não o alivia. A culpa o persegue e ele segue cometendo atos insanos, como acabar com a vida de seu companheiro Banquo, pois acredita que ele o acusa de assassinar o rei Duncan.

O filho de seu amigo, futuro rei, se une ao seu maior adversário, Macduff, de quem ele roubou a família ao assassiná-la, e logo investem contra o tirano, cada vez mais cruel por não suportar os remorsos. Pouco antes, as bruxas lhe haviam revelado que nenhum homem nascido de uma figura feminina seria capaz de matá-lo.

A esta altura o rei já está enlouquecendo, e se desequilibra radicalmente ao saber que a esposa, não suportando os fantasmas que perseguiam sua consciência, havia recorrido ao suicídio. Neste momento seus principais rivais são a culpa, o remorso, os fantasmas de suas vítimas.

Shakespeare compõe nesta obra, baseada nas crônicas dos reis Duff e Duncan, publicados nas Holinshed’s Chronicles, em 1587, e nos textos do filósofo Hector Boece, um perfil histórico da Inglaterra e de toda a Grã-Bretanha, tão bem conhecido do autor, repleto de alusões às intrigas e aos jogos gananciosos que levam reis aos tronos e, logo depois, os depõem.

Acredita-se que a primeira exibição desta tragédia nos palcos ingleses foi no mês de abril de 1611, no Globe Theatre, em Londres, quando o astrólogo Simon Forman afirma tê-la assistido. Desde então, inúmeras foram as montagens desta peça, representada por atores dos mais diversos naipes.

A tragédia também foi vertida para as telas dos cinemas, das TVs, para o formato operístico, os quadrinhos, e várias outras esferas midiáticas. No cinema, diretores como o italiano Mario Caserini (1908), o austríaco Richard Oswald (1921), o estadunidense Orson Welles (1948), o japonês Akira Kurosawa (1957) e o polonês Roman Polanski (1971), são responsáveis pelas melhores versões.

Fontes:
http://www.netsaber.com.br/resumos/ver_resumo_c_3130.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Macbeth

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