Contusão

Graduação em Fisioterapia (Faculdade da Serra Gaúcha, FSG, 2014)

A contusão caracteriza-se por uma lesão traumática exercida sobre uma região do corpo por agente contundente na qual a pele resiste. Porém, a estrutura agredida nem sempre apresenta lacerações no meio externo, mantendo assim a continuidade da estrutura tecidual onde sofreu a lesão. Comumente associada ao traumatismo de tecidos como músculos, ossos e demais estruturas moles do organismo. As contusões podem ser consideradas leves, moderadas ou graves. Quando se tratam de contusões musculares, pode-se afirmar que ocorrem de duas formas:

  • Traumatismo indireto: consiste em uma força de tração longitudinal sobre a estrutura muscular, determinando a ruptura das fibras musculares. As rupturas são classificadas conforme o número de fibras rompidas, podendo variar de um grau mínimo (ruptura muscular parcial) até um grau máximo (ruptura muscular total). O mecanismo de lesão indireto geralmente é observado quando há uma contração muscular de forma repentina ou abrupta ao encontro de alguma resistência.
  • Traumatismo direto: o agente resistente se chora diretamente em direção à estrutura muscular.

Independente da forma fomo podem ocorrer, identificam-se algumas características a partir do trauma sofrido. São elas:

  • Petéquias: apresentam pontos vermelhos na pele, com lesão muito superficial da estrutura da epiderme;
  • Equimose: apresenta infiltração sanguínea na pele, com lesão superficial de capilares ao nível cutâneo e subcutâneo;
  • Hematoma: apresenta a ruptura de um vaso de maior calibre, fazendo com que o sangue se acumule de forma mais localizada.

Hematoma causado por uma contusão. Foto: Nadezhda Novikova / Shutterstock.com

As contusões podem ocorrer de três principais tipos diferentes, sendo eles:

  • Contusões de tecidos moles: causam descoloração da pele, evitando assim que os vasos sanguíneos possam sangrar sob a pele. Sendo a contusão pequena e não localizada numa região potencialmente perigosa como na cabeça, não requer nenhuma forma de tratamento específica.
  • Hematoma muscular: ocorre devido a lesões musculares, podendo apresentar nódulo perceptível no local lesionado. Nesse caso, podem vir a causar cãibras, rigidez e dor considerável na região comprometida.
  • Contusão óssea: considerada o tipo mais grave, causando fortes algias e desconforto extremo. Devido à intensidade da dor, o paciente pode ter inibição do movimento, bem como quando ocorrem rupturas. Porém, ao realizar exames de imagem, ao passo que se descarta a possibilidade de ruptura ou fratura, entende-se que a contusão óssea pode vir a comprometer a funcionalidade e mobilidade de forma temporária.

As lesões musculares também podem ser classificadas em quatro graus, podendo variar conforme o número de estruturas agredidas e a forma como se apresentam após a lesão:

  • Grau I: lesão com ruptura de poucas fibras musculares, mantendo a estrutura da fáscia muscular intacta;
  • Grau II: lesão com moderado número de fibras rompidas, mantendo a estruturada fáscia muscular intacta;
  • Grau III: lesão de um grande número de fibras musculares, acompanhada de lesão parcial da fáscia muscular;
  • Grau IV: lesão completa da estrutura muscular e da fáscia, rompendo assim a junção músculo-tendínea;

Os sintomas que o paciente pode apresentar podem ser observados logo após o trauma local, diferenciando-se em alguns detalhes de outras lesões que podem apresentar sintomas semelhantes, tais como dor intensa, edema, rigidez, dificuldade de movimentação, diminuição de força, diminuição de mobilidade articular, podendo surgir inclusive hematomas.

Os tratamentos para as contusões normalmente são direcionados para as condutas fisioterapêuticas mais convencionais, buscando promover analgesia, melhora da funcionalidade, alongamentos, reforço muscular, treino proprioceptivo, terapia manual, liberação miofascial, dentre outras técnicas. Porém, podem ser associadas condutas conservadoras como a utilização de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, porém é necessário enfatizar que o tratamento preventivo também deve ser realizado, afim de que o paciente não esteja mais exposto aos agentes que poderão vir a provocar novamente a lesão.

Bibliografia:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-36162011000300003

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