Gestão Ambiental

Por Caroline Faria
A Gestão Ambiental é definida como a administração, gerenciamento, direção ou condução de atividades econômicas ou sociais por parte de organizações, empresas ou órgãos públicos de forma a buscar o desenvolvimento sustentável e o uso racional de matérias primas e recursos naturais.

Freqüentemente a gestão ambiental é associada à ISO14001 e com razão, uma vez que a norma em questão trata da padronização dos sistemas de gestão ambiental e foi uma das responsáveis por disseminar o tema entre as indústrias do mundo todo (ou foi o contrário...). Mas, uma empresa não precisa, necessariamente, estar certificada em uma norma para executar a gestão ambiental (embora isso seja o mais comum). É o caso de empresas como a Natura, por exemplo, que antes mesmo de se certificar na ISO14001 em 2004, já era famosa pela sua gestão e desenvolvimento de produtos voltados para a sustentabilidade.

Infelizmente, exemplos como este são raros. Geralmente as empresas buscam a implantação juntamente com a certificação de seus sistemas de gestão ambiental por motivos mercadológicos, como a necessidade de obter o certificado para poder competir no mercado externo. Neste ponto, a certificação do sistema de gestão ambiental pode representar uma barreira às pequenas empresas que não dispõem de tantos recursos para investir na certificação, auditorias e todo o custo envolvido.

O que, claro, não justifica que estas empresas deixem de assumir posturas ambientalmente corretas por falta de verba. Até porque técnicas de gestão ambiental como a “Produção Mais Limpa” e mesmo o emprego de práticas como os “3 R’s”, ajudam a empresa a diminuir custos (com desperdícios por exemplo) e ainda agregam valor à marca. Afinal, reputação se faz com trabalho e não com um selo.

Para isso, basta a empresa prestar atenção e modificar alguns requisitos como: otimizar o processo para maior aproveitamento de matéria prima e insumos, buscar parcerias com fornecedores que também sejam responsáveis, realizar trabalhos de conscientização ambiental com seus funcionários (algumas ONGs costumam oferecer isso de graça), buscar o chamado “design ecológico”, reciclar e destinar corretamente seus resíduos, atender a legislação ambiental e, depois de tudo isso, colher os frutos. Estas práticas por si só já trarão um ganho enorme para a empresa, principalmente com relação a minimização do passivo ambiental e economia de recursos.