Libéria

Por Emerson Santiago
A República da Libéria (em inglês: Republic of Liberia) é um pequeno país localizado à África Ocidental, com um território de 111.369 km², um pouco maior que o estado de Pernambuco. A capital e principal cidade do país é Monróvia, batizada em homenagem ao presidente norte-americano James Monroe. A Libéria faz fronteira com a Guiné ao norte, Serra Leoa a noroeste, e Costa do Marfim a leste e o litoral é banhado pelo Oceano Atlântico. A língua oficial é o inglês, que convive com outras 16 línguas nacionais faladas pelas diversas etnias que compõem o país. Com uma população de cerca de 3.786.000 indivíduos, a maioria dos liberianos, cerca de 85% seguem a religião católica, com 12% de muçulmanos e o restante de adeptos de religiões tradicionais africanas.

Os exploradores portugueses já mantinham contatos com os povos da área em 1461, à qual chamavam de Costa da Pimenta, pela abundância de "grãos do paraíso" (sementes de pimenta malagueta). Em 1663, os britânicos instalaram feitorias ali, mas os holandeses as destroem um ano depois. Não há relatos de assentamentos europeus ao longo da região até a chegada dos escravos libertos no início de 1800.

A Libéria ("terra da liberdade", em latim), é fundada por escravos libertos nos Estados Unidos. Um grupo inicial de 86 imigrantes, chamados "américo-liberianos", estabeleceu um assentamento em Christopolis (hoje Monróvia) a 06 de fevereiro de 1820. Milhares de escravos libertos chegaram durante os anos seguintes, levando à formação de mais assentamentos e culminando na declaração de independência da República da Libéria a 26 de julho de 1847.

Joseph Jenkins Roberts, que nasceu e cresceu nos Estados Unidos, foi o primeiro presidente do país, representante do partido único, o True Whig Partiy (TWP). O estilo de governo e constituição foi modelado na dos Estados Unidos, e a elite américo-liberiana monopolizava o poder, restringindo os direitos da população indígena. O TWP dominou o cenário político até 12 de abril de 1980, quando o sargento Samuel K. Doe do grupo étnico Krahn tomou o poder em um golpe de estado. Doe executa o Presidente William Tolbert e vários funcionários, principalmente américo-liberianos, acabando com cento e trinta e três anos de dominação política américo-liberiana. Ao longo do tempo, o governo promove os membros do grupo étnico Krahn, levando a tensões étnicas e hostilidades freqüentes entre os Krahn e outros grupos.

Em 1989, um grupo de rebeldes liderado por Charles Taylor, antigo aliado de Doe, invadiu a Libéria a partir da Costa do Marfim, chegando rapidamente aos arredores da capital. De 1989 a 1996 uma das mais sangrentas guerras civis da África se seguiu, provocando a morte de mais de 200 mil pessoas e deslocando um milhão de outras em campos de refugiados nos países vizinhos. A Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO - ECOWAS em sua sigla em inglês) interveio em 1990 e conseguiu impedir Charles Taylor de capturar Monróvia.

Um Governo Provisório de Unidade Nacional (IGNU) foi formado em Gâmbia, chefiado pelo Dr. Amos C. Sawyer. Depois de mais de uma dúzia de acordos de paz e o declínio de seu poder militar, Taylor finalmente concorda com a formação de um governo de transição. Charles Taylor e seu partido saem vitoriosos das eleições realizadas por grande maioria, principalmente pelo temor de um retorno da guerra.

Em 2003, sob intensa pressão internacional, o presidente Taylor renunciou e partiu para o exílio na Nigéria. Este gesto abriu o caminho para a implantação do que se tornou a missão de paz na Libéria (ECOMIL). A ONU assumiu a segurança na Libéria, em Outubro de 2003, subsumindo a ECOMIL na Missão das Nações Unidas na Libéria (UNMIL), uma força de mais de 12.000 soldados e 1.148 policiais.

As eleições presidenciais e legislativas de 2005, Ellen Johnson Sirleaf derrotou a estrela internacional do futebol George Weah, tornando-se a primeira presidenta eleita democraticamente na África. Já nas eleições presidenciais e legislativas de 2011, declaradas transparentes pela CEDEAO, União Africana, Carter Center, e outros observadores, a presidenta Johnson Sirleaf conquistou a reeleição, devendo iniciar seu segundo mandato a 16 de janeiro de 2012.

Bibliografia:
indeterminado. Libéria. Disponível em <http://www.portalbrasil.net/africa_liberia.htm>. Acesso em: 07 dez. 2011.

indeterminado. Background note: Liberia(em inglês). Disponível em <http://www.state.gov/r/pa/ei/bgn/6618.htm>. Acesso em: 07 dez. 2011.