Platelmintos

No filo dos platelmintos (Filo Platyhelminthes) existem habitantes de diversos tipos de ambientes e que possuem diversos tipos de formato de corpos, sendo os mais comuns o de tipo achatado e transparente encontrados em ambiente aquático. Atualmente são identificados 20.000 tipos diferentes de espécies em forma de parasitas e livres no meio ambiente.

Locomoção

Fasciolopsis buski, um platelminto trematódeo. Foto: Yuttapol Phetkong / Shutterstock.com

Fasciolopsis buski, um platelminto trematódeo. Foto: Yuttapol Phetkong / Shutterstock.com

A movimentação dos platelmintos é feita pela contração de músculos (que permitem a rotação e giro), pela fluidez do corpo parasitado (no caso de vermes) ou também por meio da natação.

Sistema digestivo

Partindo desde a alimentação herbívora à carnívora, os platelmintos possuem diversos tipos de alimentação. No caso dos vermes a alimentação ocorre de acordo com a parte do corpo do hospedeiro que estão. Os animais de vida livre se alimentam de pequenos organismos e vermes de pequeno porte.

As duas principais estruturas do sistema digestório são o sistema com uma boca e faringe que ligam diretamente ao intestino e o sistema com uma boca, faringe muscular e um pequeno esôfago, o qual é ligado ao ceco que contém células enzimáticas para ajudarem na absorção.

Sistema excretor

O sistema excretor é composto por uma cadeia de tubos, os quais levam todos os resíduos corporais internos para que ocorra a filtração destes nos nephridioporos. Após isso os resíduos são direcionados para os tubos excretores que os liberam para fora do corpo.

Sistema nervoso

O sistema nervoso dos platelmintos é formado dois gânglios na região da cabeça de onde saem cordões nervosos longitudinais dispostos ventralmente. Esses cordões são conectados por cordões nervosos transversais. Os platelmintos têm ocelos (órgãos utilizados para captar presença de luz) e células quimiorreceptoras na região da cabeça.

Sistema circulatório

Os platelmintos não têm sistema circulatório. Os nutrientes são distribuídos pelo corpo por difusão na maioria do casos apresenta um sistema que leva a distribuição de todo o fluído pelo corpo, levando dessa forma os nutrientes necessários para a sobrevivência.

Sistema respiratório

A troca gasosa dos platelmintos é feita pela pele. Eles conseguem sobreviver tanto em ambientes anaeróbios (sem oxigênio) quanto em ambientes aeróbios (com oxigênio). Em ambientes anaeróbios, eles produzem produtos finais como os ácidos graxos e lactato.

Sistema reprodutor

Platelminto da classe Turbellaria. Foto: C.K.Ma / Shutterstock.com

Platelminto da classe Turbellaria. Foto: C.K.Ma / Shutterstock.com

Conforme a classe em que estão inseridos a reprodução pode ser assexuada, quando um único indivíduo realiza a divisão de seu corpo para que um novo apareça. No caso dos platelmintos essa divisão é feita por partição transversal. Na reprodução sexuada, quando há troca de material genético, após a fecundação, a fêmea deposita seus ovos no intestino do animal hospedeiro (nesse caso os ovos saem nas fezes) ou no meio ambiente, e com o primeiro contato com um ambiente livre os ovos eclodem.

Sistemática

Dentro deste filo encontramos quatro classes:

  • Turbellaria (animais de vida livre e corpo achatado como as planárias)
  • Monogenea (ectoparasitas de peixes com corpo coberto por pele e com boca reduzida ou sem)
  • Trematoda (endoparasitas com corpo coberto por pele e com ventosas como, por exemplo, Schistosoma, causador da esquistossomose).
  • Cestoda (endoparasitas com corpo em forma de fita e uma cabeça com ventosas como a Taenia, causadora de doenças como a teníase e cisticercose).

Referências:
Brusca & Brusca, Invertebrados, 2 edição, 2007 – Páginas 295 a 330

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