Arara

Por Thais Pacievitch
As araras são aves muito bonitas e coloridas pertencentes à família Psittacidae e à ordem dos Psitaciformes. As araras são da mesma família dos papagaios, embora não consigam aprender tantas palavras quanto estes. Geralmente estas aves habitam as florestas tropicais (em diversos lugares do planeta, embora sejam originárias da América), no Brasil, podem ser encontradas algumas espécies no Pantanal, Floresta Amazônica e na Mata Atlântica. As principais espécies são: arara-azul, arara-canindé, arara-militar e arara-vermelha. Seu peso varia de 3 a 5 kg, seu comprimento pode chegar a 1 metro e sua idade pode atingir, em média, 60 anos.

Estas aves normalmente vivem em bandos e gritam muito para se comunicar, gostam de tomar banho de chuva, fazem seus ninhos nos troncos de árvores ocas ou em cima de palmeiras e se alimentam de insetos, larvas, brotos, frutas, castanhas e sementes.

Quando criadas em cativeiro a dieta da arara deve ser composta de amendoim, girassol, milho verde, mamão, laranja e coco. São animais que se afeiçoam às pessoas do seu convívio com facilidade, principalmente a quem as alimenta e, como são bichos espertos, podem aprender a imitar o som de outros animais e até a dançar.

As araras não são capazes de voar longas distâncias. Mesmo assim movimentam-se muito bem entre os galhos das árvores, devido ao formato de suas fortes patas, com quatro dedos (dois voltados para frente e dois voltados para trás) e do bico que possui formato de gancho com o qual gosta de arrancar cascas de árvores e, com isso, treinar a musculatura da mandíbula.

A maturidade sexual destas aves ocorre depois de três anos, e, quando chega a época da reprodução, as araras formam casais, a fêmea põe de dois a três ovos e a incubação dura mais ou menos 28 dias. Para que a reprodução possa ocorrer sem problemas, as araras precisam de boa alimentação e de um lugar sossegado.

Devido à comercialização ilegal e ao desmatamento a maioria das espécies está em extinção, sendo que, no Brasil, só existem dois tipos de araras não consideradas em extinção: a arara-vermelha e a arara-canindé. Todas as outras espécies são criadas em criadouros comerciais, fato que contribui para a perpetuação das araras. Os maiores produtores são, hoje, os Estados Unidos e a Europa, onde um exemplar pode custar até 15.000 dólares.