Oliver Cromwell

Graduação em História (UFRJ, 2016)

Nascido em 25 de abril de 1599, Oliver Cromwell nasceu em uma influente família abastada. Por via paterna, ele era parente distante de Thomas Cromwell (c. 1485 – 1540), político e estadista que foi homem de confiança e primeiro-ministro do Rei Henrique VIII da Inglaterra (1491 – 1547) por vários anos até sua eventual execução. Quando Cromwell atingiu a maturidade, as fortunas da família já haviam se dissipado, e ele vivia com uma renda modesta como membro da nobreza rural.

Oliver Cromwell. Pintura de Samuel Cooper, 1656.

Quando tinha aproximadamente 30 anos, Cromwell tornou-se um fervoroso puritano. Ele venderia suas posses e planejaria escapar da perseguição religiosa ao ir para a Nova Inglaterra, mas acabou por candidatar-se a uma vaga ao Parlamento, iniciando assim sua carreira política e, pouco a pouco, firmando sua reputação em paralelo com a degeneração da relação entre o Parlamento e o rei Carlos I (1600-49), segundo monarca da Casa Stuart.

A crise chegou ao seu auge quando o monarca ordenou a invasão da Câmara dos Comuns para prender os principais líderes opositores; a cidade de Londres, contudo, se revoltaria e forçaria a fuga do rei, que então iniciou a organização do chamado Exército dos Cavaleiros, composto majoritariamente por membros da alta nobreza. Destacando-se por sua liderança nata e capacidade de organização, Cromwell assumiu o comando das forças reunidas pela Câmara dos Comuns para lutar contra o monarca. Na batalha de Edgehill, em outubro de 1642, ele esteve no comando de tropas pela primeira vez; outra batalha importante deste período seria a de Marston Moor, em julho de 1644, que marcou a primeira derrota significativa das forças realistas e deu ao Parlamento o controle do Norte inglês.

Em meio a uma liderança política controversa na Câmara dos Comuns, Cromwell lutou nas batalhas de Naseby e Langport, no verão de 1645, quando os dois últimos exércitos de Carlos I foram destruídos. Uma série de derrotas se seguiu até que, em abril de 1646, o rei se entregou ao exército escocês. Depois de meses de negociações, ele seria entregue à Inglaterra. Após vários anos em prisão domiciliar, Carlos I foi condenado à morte por um Parlamento em grande parte puritano após manobras por parte de Cromwell, e decapitado. Embora teoricamente seu filho exilado homônimo o tenha sucedido no trono, na prática seria Cromwell quem o seguiria ao instalar uma República inglesa. Em 1653, ele dissolveria o Parlamento, proclamando-se Protetor.

Depois de cinco anos de um governo autoritário, Oliver Cromwell faleceria de malária, deixando o centro político da Inglaterra vago e abrindo espaço para a restauração da Casa Stuart; afinal, seu sucessor formal, o filho Richard, foi mal preparado para as tarefas governamentais e renunciaria após poucos meses no comando da República. Posteriormente, em 1661, um corpo que pode ou não ter sido de Oliver Cromwell foi exumado e enforcado, com a cabeça depois sendo exposta no palácio de Westminster. Ainda hoje, ele é uma das figuras históricas mais controversas da história britânica.

Bibliografia:
http://www.olivercromwell.org/biography.htm
http://diplomatique.org.br/oliver-cromwell-o-mal-amado/
https://www.britannica.com/biography/Oliver-Cromwell
http://estoriasdahistoria12.blogspot.com.br/2013/01/30-de-janeiro-de-1649-execucao-de.html

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